domingo, 29 de agosto de 2010

QUIZ HISTÓRICO

Que lugar é este, carros e pilotos? O que eles estão fazendo neste estacionamento?



(Foto, reprodução)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ELGAR GT 104 - ILUSTRAÇÃO

Há uns três meses atrás pedi para que o artista e ilustrador Mauricio Morais fizesse a ilustração de um dos mais belos carros de corridas brasileiros, o Elgar GT 104, projetado e construído por Ênio Garcia e sua equipe, me surpreendi com este belissimo trabalho deste artista que já vem retratando a maioria dos carros que fizeram sucesso no automobilismo brasileiro antigo.
Maiores informações é só acessar o blog dele http://www.mauriciomorais.blogspot.com/.




FERRARI HISTORIC CHALLENGE - THE JIM CLARK REVIVAL

Ferrari Historic Challenge reuniu várias Ferraris clássicas em Rockenheim no "The Jim Clark Revival 2006. Neste video, veremos a Ferrari 330 P, a Ferrari 250 GT, a Ferrari 512 BB Le Mans, a Ferrari Daytona, entre tantas outras.

O que vale também neste video, além das belíssimas máquinas é o som incomparável delas urrando nas curvas e retas de Hockenheim, por isto, aumente o som.

No final, um peguinha incluindo um dos mais belos esportes protótipos de todos os tempos, a Ferrari 512 M, onde os pilotos aceleram para valer.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

FÂNGIO X BRABHAM

align="justify">Se existe um piloto das antigas que eu sou fã é o Juan Manuel Fângio, pela sua tocada firme, precisa e elegante e que conquistou 5 títulos mundiais parando quando quis e por cima.
No vídeo abaixo, depois do Grande Prêmio da Autrália de 1978, em Sandown, Fângio com sua Mercedes Benz W196 e Brabham com o seu Brabham Repco, um carro 12 anos mais novo do que a Mercedes de Fângio, participam de uma prova exibição, mas nas voltas finais eles partem para um peguinha sensacional com Fângio buscando o Brabham e fazendo a ultrapassagem e provocando a vibração do público presente.
Repare o desespero do bandeirinha quando percebe que os velhinhos estavam partindo para uma briga de verdade.

(Video, YouTube)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

200 MILHAS DE 1969 - PRMEIRA PROVA DO OPALA?

As 200 Milhas de Brasilia foi realizada em novembro de 1969 no circuito do Hotel Nacional. Teria sido a primeira participação de um opala em pistas brasileiras, mas consta, também, uma prova disputada em 23/03/1969 no autódromo de Pinhais, denominada “Prova Governador Paulo Pimentel” e vencida pelo Chico Landi.

Protótipo Ok do Luis Estêvão depois de fazer a curva que passa pelo Hotel Nacional


Fusca de Karl Von Negri e Dirceu Bernardon e Corcel Bino de Boris Feldman

Foi uma grande apresentação do Opala 3900 da Motorauto de Toninho da Matta. Recordo desta prova como se fosse hoje. O Toninho da Mata com o opala 3900 venceu até com certa facilidade neste circuito que era o point dos artistas que vinham para o Festival de Cinema de Brasilia e dos jovens que davam os seus primeiros peguinhas na cidade. Para mim, era o melhor traçado de corridas de ruas aqui de Brasilia, pois não era grande como o dos Mil quilômetros e facilitava a locomoção do público para assistir a prova em diversos pontos.



Berlineta Corcel mecânica São Bernardo de Paulo Cesar Lopes

Segundo uma importante revista esportiva da época , o Toninho da Matta teria descido a reta do Hotel Nacional com os faróis acesos e com a mão esquerda levantada e com velocidade reduzida, dando a entender que paparia nos boxes e induzindo alguns pilotos a reduzirem o ritmo dos carros, mas depois de contornar a tesourinha que pegava a reta para os boxes, jogou uma segunda e acelerou forte novamente vencendo a prova.


Toninho da Matta descendo o Hotel Nacional



Opala da Motorauto pilotado pelo Toninho da Matta vencedor da prova fazendo a tesourinha em direção ao buraco do tatu


Para mim, que vi toda a prova e ficava na descida do Hotel Nacional e não vi nenhuma manobra neste sentido, foi pura imaginação ou criação do referido jornalista esportivo.

Fusca Jefferson Cardoso/Fernando Ramos

Corcel Ciranka começando a pegar a tesourinha para passar pelo buraco do tatu

Corcel Ciranka

Protótipo VW nº 82 de Kid Cabeleira

(Fotos, arquivo pessoal/Edmundo Gonzaga)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

HOJE É NIVER DO NELSON PIQUET - PARABENS

Mocambeiros,
Hoje o maior expoente do automobilismo brasiliense, o tricampeão Nelson Piquet está fazendo aniversário.
Ex mecânico da Camber e que teve uma trajetória vitoriosa no automobilimo mundial, considerado como um gênio na arte de acertar e pilotar carros.

Então, parabens ao tricampeão Nelson Piquet.

Nelson e Jovino num encontro de antigos aqui em Brasilia

Abaixo, uma pequena homenagem com um video de uma prova em Interlagos da Super V em 1976.

Uma das melhores pistas do mundo na época, o traçado antigo de Interlagos era fascinante para quem pilotava e para quem assistia também.
Nesta prova de Super V em 1976, Nelson Piquet faz a Pole position seguido de Alfredo Guaraná Meneses, Mario Patti Junior e Luis Moura Brito.
Observe que o Piquet começa a mover o carro antes mesmo de haver a largada e já estava passando pela linha de largada, mas ao largar, ele fica para trás e cai para quarto e Mário Patti Junior numa ótima largada passa todo mundo, mas já é ultrapassado no final da reta pelo Guaraná.
Piquet passou o Mário Patti na ferradura e no final da curva do lago passa por fora o Guaraná Meneses.
Época de ouro do automobilismo brasileiro. Observe a quantidade de carros que alinharam para a corrida (em torno de 30) e haviam duas baterias.
Não recordo direito, mas acho que o Piquet venceu uma prova e a outra houve algum problema com o seu carro.
Meses atrás, em conversa com o Piquet, ele me falou que está restaurando a kombi Ideal/Brasal com a qual ele puxava pelo Brasil afora o seu primeiro Super V que está hoje em seu galpão no Lago Sul.
Aqui começava a trajetória vencedora deste grande ídolo do automobilismo brasileiro.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

16 DE AGOSTO - HÁ 33 ANOS ELVIS NOS DEIXAVA

Quando Elvis Presley nos deixou há 33 anos, muitos fãs apegaram-se ao jargão "Elvis não morreu" que caiu na boca do povo e seus seguidores pelo mundo afora não acreditavam que ele havia nos deixado e até criou-se algumas lendas e a mais famosa delas era a de que ele estaria vivo escondido em alguma ilha deserta fugindo do assédio de todos.
Lendas a parte, Elvis foi o cara que introduziu o rock and roll na grande mídia americana, conservadora e preconceituosa, numa época em que o seu simples requebrado já enlouquecia a legião de fãs que o seguiam por todo canto.
Abaixo, um grande sucesso "Suspicious Mind".


(filme, reprodução you tube)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

QUEM, QUANDO, ONDE?


Amigos Mocambeiros, um Quizzzzz para este final de semana.

Quem são os pilotos, carros e onde foi realizada esta prova?

Não vale quem me enviou a foto.

(fotos, reprodução)

terça-feira, 10 de agosto de 2010

CORRIDAS NO MINEIRÃO

O circuito improvisado do Estádio do Mineirão foi palco de grandes disputas automobilísticas desde 1969 onde as principais equipes brasileiras participavam e tinham grande presença das equipes mineiras, a Carbel, revendedora VW, comparecia com seu famoso Puma-VW nº 38 (depois um AC-VW que pertencera a Eugênio Martins) sempre pilotado por Marcelo Campos, até o falecimento deste piloto na véspera dos 500 Km de BH de 1970.


Marcelo Campos e seu Puma Carbel nº 38


Seria o AC VW de Eugênio Martins?

Outra grande força era o Opala da revenda GM Motorauto pilotado por Toninho da Matta que não apresentou-se bem na sua estréia.

A terceira força era a revenda Ford Cisa, que andava de Corcel-Bino com carroceria bastante aliviada e motor 1400 cc e uns 100 hp aproximados. Seu piloto mais fiel era o jornalista Bóris Feldman, além de Emerson Fittipaldi que participou de algumas provas.

Corcel Cisa, o AC VW e o Opala Motorauto do Toninho da Matta


Corcel Cisa e Emerson Fittipaldi


Opala da Motorauto pilotado por Toninho da Mata e o fusca do estreante Paulo Gomes


Wilsinho Fitttipaldi e seu Fitti-Fusca bimotor, com De Lamare e Ricardo Divilla, ao fundo

Simca Rallye do Edu Malavéia...

No video abaixo, vejam a performance do famoso Puma nº 39 de Marcelo Campos, patrocinado pela Carbel, o Corcel Bino #47 de Bóris Feldman, o Simca Rallye branco nº 96 de Edu Malavéia com a porta aberta e as rabeadas do protótipo VW nº 82 de Luis Carlos Pinto da Fonseca, o Kid Cabeleira.

Nesta prova estreou o Opala nº 21 da Motorauto com Toninho da Matta ao volante, ainda na versão carroceria de chapa. Depois desta corrida é que veio a versão com portas, capô e tampa do porta-malas em fibra de vidro.






(Fotos, reprodução, video Youtube, pesquisa Blog do Mestre Joca)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

ROBERTO CARLOS A 300 KM POR HORA

Roberto Carlos a 300 km por hora tornou-se Cult e o melhor filme de sua trilogia e retrata uma das grandes paixões do nosso eterno Rei da Juventude, o automobilismo.


Lalo e charger RT baixando tempo em Interlagos (dizem que ele mesmo era o piloto)

Neste filme, em que ele vive o papel do mecânico Lalo e contando com a ajuda do seu amigo Pedro Navalha interpretado pelo parceiro Erasmo Carlos e o cúmplice Luig (Flávio Migliacio), pedem “emprestado” um reluzente charger RT de um cliente Playboy (Reginaldo Farias) que o deixara na oficina para fazer revisão e o utilizam nos finais de semana para treinar em Interlagos.


O parceiro Pedro Navalha comemora o tempo recorde conseguido por Lago

Lalo acelerando o Charjão em Interlagos

Posteriormente, Lalo, passa a treinar escondido com o Avallone Chrysler do dono da Concessionária e piloto Rodolfo (Raul Cortez) que vive um conflito em reassumir ou não a carreira de piloto devido a um grave acidente no passado. Lalo assume o volante do Avallone quando Rodolfo desiste de vez e o conduz a vitória da prova num ótimo duelo final com uma Lola T-70.
O dono da Concessionaria Chrysler e piloto arrependido Rodolfo
Avallone chrysler estacionado da concessionária Chrysler

O grande barato neste filme, além das belíssimas canções de Roberto e Erasmo Carlos e da morenaça Luciana (Libania de Almeida ( por onde andará?)), são os carros que participaram da Copa Brasil de Automobilismo de 1970 vencida pelo Emerson Fittipaldi e do traçado antigo de 7 km de Interlagos.

Lalo e Pedro Navalha


Lalo e Luciana passeando de moto

Nele veremos a nata dos pilotos brasileiros da época e carros potentes que foram trazidos da Europa aproveitando a falta de provas por lá no final do ano (dezembro de 70), como a Lola T-210 de 1.8 litros e 240 HP pilotado pelo Emerson Fittipaldi, a Ferrari 512 pilotada pelo Moretti, Wilsinho Fittipaldi com Lola T-70 de 5 litros e 430 HP, Toninho da Mata com Alfa P 33, Luis Carlos Morais com Porsche 910, além dos já tradicionais protótipos brasileiros como a carretera Chevrolet Corvette de Camillo Christófaro; o protótipo Snob’s Corvair, de Eduardo Celidônio; o Fúria-FNM de Jayme Silva, e alguns outros protótipos, como o MC-Porsche de Raul Natividade, o Amato-Ford, de Salvatore Amato e um AC-Porsche, com Anísio Campos. Correram também alguns Pumas, com José Pedro Chateaubriand, Aldo Pugliese, Luiz Felipe Gama Cruz, Paulo Gomes em começo de carreira e Sergio Louzada; a Alfa GTA de Graziela Fernandez; Nelson Marcilio com um Karmann-Ghia com motor Ford(!); Jacob Kourouzan com Lorena GT 1600, entre outros.

Ficha Técnica:
Direção: Roberto Farias
Elenco:
Roberto Carlos (Lalo)
Erasmo Carlos (Pedro Navalha)
Raul Cortez (Rodolfo)
Mario Benvenutti (Alfredo)
Libania de Almeida (Luciana)
Cristina Martinez (Neusa)
Flávio Migliaccio (Luig)
Otelo Zelloni (Mane)
Reginaldo Farias (Playboy)
Walter Forster (Dirigente da prova automobilística)
Maria Cristina Martinez
Jorberte dos Santos
Antônio Carlos Avallone
José Renato Catapani
Olga Mary Hanada
Cacilfa Rita de Jesus
Beatriz Assumpção
Rina Ostasevic
Zélia Borges
Rita Olívia Veloso
Wanda Reiff
Abaixo, duas sequências do filme com muita ação.







(Fotos, reprodução/Filme YouTube)

domingo, 1 de agosto de 2010

WAGNER ROSSI NO AUTÓDROMO NELSON PIQUET EM BRASILIA/1979

Wagner Rossi foi pentacampeão Brasiliense de kart. Andou bem na Fórmula Ford e chegou a ir para a Inglaterra tentar a Fórmula Ford Inglesa, mas a grana acabou. Depois virou piloto de Boeing da Transbrasil. Largou tudo e foi para os States. Hoje toma água de coco em Aracaju/SE. De vez em quando aparece pelos autódromos da vida.

Abaixo um vídeo raro dele em 1979 andando com o seu opalão no campeonato brasiliense de automobilismo.

(Colaboração, Pururuca)

quinta-feira, 29 de julho de 2010

LORENA GT - LAPAGESSE - COMERCIALIZAÇÃO E PREÇOS

Algumas semanas atrás, lançamos, aqui no Mocambo, o Lorena GT-L que o Fernando Lapagesse está fabricando em Saquarema/RJ.

Taí uma bela oportunidade para se adquirir um esportivo brasileiro que foi inspirado no Ford GT 40, grande vencedor das 24 horas de Le mans por várias vezes e que fez muito sucesso nas pistas brasileiras.

Agora ele está nos passando detalhes da comercialização e preços.

INFORMAÇÕES DE COMERCIALIZAÇÃO E PREÇOS.

"Não venderemos como kit o Lorena GT-L, mas sim já montado sobre uma plataforma original do Lorena GT, que é uma VW 1300 ou 1500, devidamente restaurada e totalmente com as
peças substituídas de suspensão, freios, direção, sistema de freio totalmente revisado e com peças originais VW.

Após o recondicionamento do chassis VW, será feita uma proteção ao chassi e pintura em preto chassi, seguindo-se à instalação da carroceria sobre o chassi.

Seguem-se as instalações dos capôs do motor e frontal, com as dobradiças originais, trancas e cabos com acionamento interno.

Os vidros são totalmente produzidos para os nossos modelos, com a qualidade automotiva, e colocação de portas com os vidros, máquinas de vidros, dispositivos de abertura e tranca de porta, tudo originalmente VW, sendo os vidros com acionamento elétrico.

Quanto à carroceria, ela será preparada e receberá a aplicação de um gel-primer, precedendo-se à pintura definitiva que será escolhida pelo adquirente.

Deve ficar sempre claro que nossa etapa está orçada apenas até ao preparo para receber a pintura.

Preço final orçado em R$18.500,00 (dezoito mil e quinhentos reais) para os 5 (cinco) primeiros produzidos.

Não será aceito nenhum adiantamento a título de reserva de Unidade Automotiva, devendo ser o pagamento feito com 50% (cinquenta por cento) no fechamento do negócio e 50% (cinquenta por cento) na retirada ou despacho da Unidade Automotiva.

O frete será pago pelo adquirente.

Poderemos indicar uma transportadora para efetuar o transporte para outros municípios e ou Estados, para qualquer parte do Brasil.

O prazo de entrega será o de 10 (dez) dias, após o fechamento do negócio, ficando o veículo, na forma como foi combinada, à disposição da retirada do veículo pelo adquirente.


Os veículos que estiverem sob contratação para entrega completa, sofrerá acréscimo no prazo.

A documentação do veículo VW será em nome do adquirente, com endereço da fábrica, em Saquarema-RJ, já emplacado no momento da aquisição.
Estamos diligenciando junto ao nosso Despachante para que saia no documento o nome Lorena GT-L, pelo fornecimento de Nota Fiscal da carroceria por nós produzida.

Na montagem do carro, serão utilizadas peças originais VW, vez que o chassi será ou o 1300 VW ou o 1500 VW, e que o ano do veículo sairá com ano de fabricação do chassi do VW que for utilizado.

Os serviços que forem contratados além do sugerido pela Lorena GT-L serão sempre por conta do adquirente, devendo ocorrer o fornecimento de material tão logo ocorra a notificação da relação de peças e componentes a serem fornecidos.

A parte elétrica poderá ser produzida pela Lorena GT-L, bem como capotaria e pintura, ocorrendo acréscimos no custo inicialmente fornecido, ocorrendo, igualmente, orçamento prévio a ser fornecido ao adquirente.

Um cordial abraço,

Luiz Fernando Lapagesse"

O contato do Fernando é:

22-26552478 - 81141417 - 98167867

Email: fernandolapagesse@yahoo.com.br

quarta-feira, 21 de julho de 2010

REMINISCÊNCIAS BRASILIENSES - NOITE DE SENSAÇÃO

Quem que já passou dos 50 anos e se lembra de Alcides Caminha?
Ele ficou quase quarenta anos no mais absoluto anonimato, escondido atrás do pseudônimo de Carlos Zéfiro. Um nome que podia ser traduzido tranquilamente por sacanagem. Ele é o criador das cobiçadas histórias em quadrinhos de cunho erótico que ficaram conhecidas por "revistinhas" ou "catecismos", que tanto fizeram a cabeça e as fantasias sexuais dos adolescentes dos anos 50, 60 e 70.
Em 1970, durante a ditadura militar, foi realizada em Brasília uma investigação para descobrir o autor daquelas obras pornográficas que chegou a prender por três dias o editor Hélio Brandão, amigo do artista, mas que terminou inconclusa.
Ele foi o mestre dos quadrinhos pornôs brasileiros.
Carlos Zéfiro, soube como ninguém, retratar o sexo como ele o é na vida real, sem falsos pudores, sem hipocrisia, com tesão, com poesia, não respeitando nenhum tabu e desvendando-nos todas as fantasias.
Em 1992 recebeu o prêmio HQMix, pela importância de sua obra. Após sua morte teve um trabalho publicado como homenagem póstuma em 1997 na capa e no encarte do CD "Barulhinho Bom" da cantora Marisa Monte.



Abaixo, minha pequena história quando eu e um amigo tentamos produzir tais revistinhas lá pelos idos da década de 70.
Na minha adolescência, o que rolava em termos de revistas de sexo para inspiração dos moleques daquela época era a revista do Carlos Zéfiro, pois quando pintava uma era cobiçada por muitos e valia uma grana.

Até que um dia, eu e meu inseparável amigo Barbosinha tivemos a brilhante ideia de produzirmos as nossas revistinhas e faturarmos um troco.
Unimos a criatividade do Barbosinha, um carioca cheio de gírias e conversas e o meu talento em desenhar e montamos o nosso estúdio improvisado lá em casa e começamos a desenvolver as histórias e os desenhos. Passávamos longas noites criando as histórias e eu colocando todo o meu precoce talento par funcionar.

Depois de alguns meses, a revistinha ficou pronta, mas teríamos que produzi-la em grandes números para podermos botar a nossa editora de fundo de quintal para faturar.
Um amigo, que também fazia parte do nosso grupo, o famoso Braz, que pegava a chave escondida do fusquinha 72 mil e trinca verdinho do seu pai a noite para a gente dar os primeiros peguinhas na asa norte, eu, como piloto, nos propôs adentrar a sala do colégio da quadra onde ficavam os mimeógrafos e fazermos as cópias para o nosso produto poder ser colocado no mercado consumidor dos punheteiros da 312 norte e adjacência .


E a expectativa já era grande, pois o Braz, nosso estrategista mostrou uma prévia da revistinha para algumas pessoas e a receptividade já era muito boa pela quadra e eles já estavam curiosos para adquirirem tal produto e o nosso grande teste seria deixar, sem querer querendo, o único exemplar com o zé broinha, pois o cara dedicava boa parte do seu dia trancado no banheiro de sua casa.
Conversamos com o Braz e ele nos contou que já havia passado a revista para o teste final para o Zé broinha e ele subiu para o seu apartamento e estava demorando muito tempo. Aí, nós resolvemos também subir até o seu AP para falar com ele. Mas quando chegamos, sua mãe disse que ele estava trancado no banheiro e não saía de jeito algum, inclusive, sua irmã, estava precisando usar o banheiro, e nada, o cara continuava lá dentro e só saiu quando seu pai quase arrombou a porta do banheiro.


Descemos todos do apartamento e o Zé Broinha já estava exaurido e meio pendente para o lado direito de tanto usar aquela mão e o nosso teste final havia dado certo.
Algumas formas de se conseguir recursos para grana para as festinhas e outras aprontações, pois não tínhamos pais que dessem mesadas (a não ser as próprias nos lombos da gente) era a de matar aulas ou irmos a pé para o CAN (colégio da asa norte) na L2 norte e guardar o dinheiro da passagem e depois comprar pinga e misturar com coca cola e irmos para as festas das redondezas.
Já estávamos antecipadamente fazendo os cálculos dos rendimentos da nossa empreitada e numa noite depois que o colégio da quadra já havia encerrado as aulas noturnas, o adentramos, e o Braz, que era o mais abusado e o menor da turma foi o escolhido por livre e espontânea pressão para pular a janela. Forçamos a vidraça e ele entrou na sala onde estavam os mimeógrafos e o Braz constatou que o serviço ali seria fácil de ser executado.
Marcamos para a noite seguinte para fazermos as cópias mimeográficas lá dentro da sala do colégio, mas pela manhã, a triste notícia: Dona Etelvina, mãe do Barbosinha (uma religiosa convicta) havia descoberto o único exemplar da nossa revistinha “Noite de sensação” debaixo do colchão do Barbosinha e o transformou em mil pedacinhos, sobrando apenas alguns restícios de papel que o Barbosinha nos levou tristemente para comprovar a tragédia não anunciada e aí o nosso destino de futuros empresários do setor literário masturbatício, havia se encerrado prematuramente e o Carlos Zéfiro pode reinar absoluto.


(Fotos dos desenhos, reprodução)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

PILOTOS QUE EU GOSTO - NEIDIEL ROURE

Lá pelo meio da década de 70, a divisão 1 reunia um grande número de carros e os campeonatos regionais eram bem fortes, inclusive, aqui no eixo Brasilia/Goiânia.

Os goianos sempre vinham correr em Brasilia e os Brasilienses sempre corriam em Goiânia e haviam grandes pilotos. Lembro-me de Goiânia, da dupla Cairo Fontes e Alencar Junior que sempre andavam na frente, mesmo em campeonatos brasileiros, onde estavam as melhores equipes do Brasil. Dentre estes pilotos, o que me fascinava era o goiano radicado na cidade satélite de Sobradinho (a Petrópolis brasiliense) Neldiel Roure.

Eu era simplesmente fã dele e muita gente também, pois a sua tocada a bordo do opalão vinho metálico da Wagner Refrigeração, fazia o show das provas.

Ele entortava nas curvas da vitória e na 1, onde, geralmente, eu ficava assistindo a prova. Nunca vi um piloto fazer as referidas curvas jogando o carro de lado nas 4 rodas, pois elas são de alta velocidade e tem que ser muito macho e bom de roda. Numa prova dos mil quilômetros de Brasilia, o Neidiel estava andando ali por volta da 5ª, 6ª posição com o carro que ele mesmo preparava e todos os outros carros começavam a parar e o Neidiel continuava acelerando até assumir a ponta da corrida, numa época em que os Mavericks quadrijéteres eram os carros mais rápidos que os opalas 4100.
O cara simplesmente não parou e não me lembro de sua colocação final. Depois, o que fiquei sabendo, na vistoria, constataram que o carro dele tinha um tanque duplo ou reserva e isto seria proibido pelo regulamento e ele foi desclassificado.
Quando eu corria na Hot Dodge lá por volta de 81, 82, num determinado sábado eu e uma turma chegamos ao autódromo bem cedo para treinar e o portão estava fechado. Encostamos os Dodges e começamos a bater papo com um cara que estava sentado no capô de um corcel 1, também esperando que alguém abrisse o portão, e não é que o cara era o Neidiel Roure para a minha surpresa.
Enfim, ele estava vindo, se não me engano, do Pará e o pessoal da Federação o convidou para ele ser fiscal, fazer as vistorias nos carros. E eu ali, com o meu ídolo fazendo vistoria em meu carro. Depois, fiquei sabendo que ele tomou rumo de Tocantins e num assalto bobo a um transeunte, o cara assaltado reagiu e ele recebeu um tiro e veio a falecer.



Neidiel com seu opalão da Vagner Refrigeração seguido de Leo Faleiros
Para falar mais a respeito do Neidiel, transcrevo depoimento do Dito, seu irmão, feito no Mestre Joca http://mestrejoca.blogspot.com/ quando de um post sobre ele:
"Sou irmão do Neidiel, sendo assim, gostaria de relatar algumas linhas das aventuras das épocas em que o Neidiel se enchia d emotivação para fazer o que ele mais amava em sua vida, pilotar.
Tudo começou nos anos 60. A FADF e a PM organizaram duas gincanas automobilísticas, a primeira no eixão sul.
Primeira surpresa: dentre dezenas de carros Neidiel foi o campeão. Lembro-me que o Alex Dias Ribeiro também participou.
A segunda gincana foi em Taguatinga, Neidiel ficou em segundo lugar, isso com um fusca 1.200 e rodas tala-larga. A partir de então, a mosca azul já o tinha contaminado.
Na sequência, uma corrida de rua entre a Rodoviaria e a W3 norte, descendo pela Disbrave e voltando a Rodoviária, ele se empolgou mais ainda. Rebaixou o fusquinha, inventou na marra uma dupla carburação, e comprou mais duas rodas tala-larga, e pau na máquina.
Não me lembro qual foi sua classificação final, mas o alvoroço na família foi grande, pelo seguinte detalhe: Na sexta feira que antecedia a corrida, Neidiel convenceu meu Pai e minha Mãe a passar o final de semana em Goiânia, e assim ele ficaria a vontade para trabalhar em seu carro. No início dos anos 70, evoluiu bastante, era um fusca O km.
Com esse carro ele fez coisas incríveis para época, tais como: Tinha um jogo de para-lamas cortados para o fusca receber as enormes rodas tala-larga, escapamento dimensionado, dupla carburação de opala, comando P-4, santo-antonio em tubos curvados e parafusados e por aí iam os equipamentos.


O fuscão com pára-lamas cortados e comando P4 em corrida em Inhumas GO


Neidiel, Opala 3.800 3 marchas 4 portas, campeão do fetival do ronco no Pelezão e sua noiva Carminha

Lembro-me de corridas em Goiânia, Neidiel tinha um amigo chamado José Carlos que fazia questão de ter um carro igual ao dele, mas guiar era outro detalhe, difícil de ser batido. Olavo Pires era o cara, chamava muita atenção pois tinha um carro esportivo, um tal de fúria. Corridas em Anápolis, Goiânia, Inhumas e Brasilia faziam a galera respirar fundo e com a certeza de que grandes emoções seriam presentes.
Para terminar a era fusca, certa vez Neidiel alugou um motor da Camber pois já tinha uma certa amizade com Alex D. Ribeiro e Nelson Piquet. O motor era uma preparação exclusiva da Camber, por isso era lacrado, não poderia refazer nada, nem óleo do motor poderia ser trocado. Neidiel montou o motor no fusca, mas teve um problema: quando o motor aquecia, a luz de óleo acendia, isso significa que o óleo não tinha pressão.
E aí, o que fazer? Neidiel rompeu a regra e o lacre, trocou o óleo e o problema se resolveu. Chegada a era dos Opalas 4.100. Em 1973, Neidiel comprou um O km na Jorlan da 504, e já estreou nos Mil quilômetros de Brasilia na inauguração do autódromo após a Formula 1.Outro fato que me lembro: certa vez quando Neidiel conseguiu uma boa quantia de patrocínio e fomos a São Paulo para comprar peças na ENVEMO, SLIK e SKANDERIAM.




Neidiel em prova do campeonato Brasiliense




Neidiel com o Maverick fazendo dupla com o Asdubla Romão em 1975 , Um V 8 em BSB







Pistões, comandos, embreagens, carburadores, etc. Neidiel contou com grandes amigos e patrocinadores, como Carlos Alberto da CCA, Simão da Wagner Refrigeração, Waltinho Ferrari da Ideal, Só Frango, dentre outros. Muitas outras estórias guardadas em minha lembrança me faz ter algumas conclusões sobre Neidiel. Ele sempre foi um grande guerreiro, fosse em sua oficina mecânica, fosse pilotando um carro.

Valtinho Ferrari, Dito, irmão do Neidiel e ele dentro do primeiro Formula V construído em Brasilia





Enquanto foi possível aproveitou a vida, após um casamento mal resolvido ele não teve mais consistência e determinação como na época de solteiro. Há 10 anos o destino interrompeu seus sonhos.”

Neidiel e sua Mãedepois de uma corrida em BSB, 1974, ao fundo um tal careca da CCAe o piloto Nelson Bola Lacerda




Neidiel com amigos e familiares e para a minha própria surpresa, eu, Jovino de jaqueta jens passeando pelo box



Seus troféus




Há  muito tempo eu estava querendo fazer esta pequena homenagem a este grande piloto brasiliense, um apaixonado, um verdadeiro artista na arte de pilotar. Como dizia antigamente, um verdadeiro ás do volante, além de grande preparador de carros de corridas e que soube viver com toda a intensidade sua vida enquanto Deus lhe permitiu.


(Fotos, leo Faleiros, cedidas gentilmente pela Consuele Jofilly e do Dito, irmão do Neidiel)