quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

RALLY MIL MILHAS ARGENTINAS - A AVENTURA DE DOIS BRASILIENSES

O meus amigos Juarez Cordeiro e Fernando Marques paraticipram semana passada a bordo de uma reluzente Alfa GTV 2000 do tradicional "Rally Mil Milhas Argentinas" durante 3 dias com participação de 145 carros históricos, entre eles, Bugatis, BMWs, Audis, Ferraris e muitos outros carros clássicos desde a década de 20 até a década de 70.
 
Abaixo, algumas fotos, um video, e o relato do Juarez da prova.



"A nossa aventura começou dia 21, quando "pegamos" (eu e minha esposa) a Alfa em Porto Alegre (foi de cegonha deste BSB) e a embarcamos em um guincho prancha em direção a Bagé (isto porque não pretendíamos exigir muito dela, procurando, quando possível, trafegar com ela transportada). Foram 377 km.
Fomos acompanhando a prancha em um Golf 2011 emprestado pelo dono da empresa de guincho.

Dormimos em Bagé e no dia seguinte (22) fomos direto até Montivideo (561 km), chegando lá por volta de 20:00 horas, onde tivemos que dormir, pois não havia mais Buquebus (ferry) para Buenos Aires. Gasolina a R$ 4,00/litro.

No dia seguinte (23) embarcamos para Buenos Aires (3 horas de viagem pelo Rio de la Plata). No embarque encontramos três dos quatro outros brasileiros que vieram por Punta del Leste, aonde passaram 2 dias vindos de Porto Alegre.

No dia 24 entregamos a "macchina" no Hipódromo de San Isidro (vistoria técnica) - já na companhia do amigo navegador/piloto Fernando Marques. No mesmo dia à tarde, a GTV foi embarcada numa cegonha da organização em direção a Bariloche, lá chegando dia 28.
 

Ficamos em Buenos Aires do dia 23 a 28, quando embarcamos para Bariloche em companhia dos demais participantes. Dia 28, porque o programa começava neste dia (reserva de hotel, devolução do carro, conclusão da inscrição, etc.). Buscamos o carro no estacionamento do aeroporto velho e nos dirigimos até o Hotel LLao LLao, hospedagem oficial do rali, para a entrega da documentação (seguro, carta verde, etc.) e recebimento das credenciais..

O rali durou três dias: 29, 30 e 1º de dezembro.
No total foram corridos: 1.177 km
Dia 29: 640,280 km
Dia 30: 270,570 km
Dia 01: 266,150 km

A exceção de um trecho de 17 km de rípio (cascalho) - com muitas curvas, descidas e subidas pelo meio da cordilheira dos Andes, com muita poeira na ida e muita chuva na volta, com muita costela de vaca - que consistia em um deslocamento até a fazenda de um milionário americano de nome Leví (164 mil hectares - Lago Escondido) - os demais foram trechos em asfalto.

O rali consistiu em longos trechos de velocidade livre, ou seja, sem média para cumprir, alternados com pequenos trechos (desvio ou saída da pista principal - autódromo, kartódromo, estrada de terra ou uma estrada secundária) onde, aí sim, havia médias a cumprir. Eram trechos de 900, 120, 3.000, 70, 420 metros com as famosas gomitas à semelhança das Milli Mighia italianas.
 

Nos trechos livres, como as estradas são ótimas e com curvas perfeitas, deu para curtir muito. Era bonito de ver os pegas que aconteciam entre Porsches, Corvetes e Ferraris.

O 1º dia foi muito cansativo, mas os demais muito tranquilo, apesar dos 17 km de rípio.

O tempo estava para todos os gostos: sempre pela manhã muito frio (1º a no máximo 4º) e ia esquentando até uns 27º. À vezes chovia, às vezes ficava nublado e às vezes muito sol. Desta vez não nevou (nos informaram que acontece muito).

Acidente apenas um: XK150 (vermelho muito bonito) perdeu o freio e pregou no guard rail. O XK amassou bem, mas os ocupantes nada tiveram.

Um Austin Realey perdeu a freiada e passou reto em uma curva, sem maiores consequências, pois a área de escape era boa.

Algumas quebras, mas sanadas ainda na estrada.

A Alfa Romeo GTV 1974 branca de Brasília, que alguns achavam que não ia dar conta do recado......se comportou maravilhosamente bem. Seja nas curvas das estradas, nas curvas do Autódromo ou nas do Kartódromo.

Nas retas, em velocidades mais elevadas, bem como nas curvas ou em velocidade baixas ou muito baixas.

A regulagem dos Dellotos do Plínio Coqueiro....perfeita.

Por favor, reformulem seus conceitos, inclusive quanto a quebra do carter!!!!! A Alfa Romeo é um carro valente!!!!



Participaram cerca de 145 carros, com representantes de 12 países: Brasil, Uruguai, Paraguai, Inglaterra, Áustria, Alemanha (príncipe da Bavária pilotando um BMW do museu da montadora) e o presidente da Audi Mundial pilotando o Audi ganhador do campeonato mundial de rali de 1980, Itália (campeão da Mille Miglia 2010), Suíça, Estados Unidos, Rússia (2 duplas), França e Argentina.
O Brasil foi representado por 5 duplas:

4 de São Paulo e 1 do VCC de Brasília.

Alfa Romeo Spider (Wanderley Natali), BMW 2002 TARGA BAUR (Massa - já morou em Brasília), MG B (Cláudio), Austin Realey (Hervé) e o Alfa Romeo GTV 2000 do VCC Brasília(Juarez e Fernando).

Alguns carros mais antigos:

PEUGEOT INDY 3 LT.1921

STUDEBAKER BIG SIX
 
1924

SALMSON SS1926

BUGATTI TYPE 35 A1926

GARDNER BACQUET1926

DELAGE DMS1927
RILEY SPRITE 1936 ( argentinos tri-campeões do rali: 2009, 2010 e 2012 e campeões das Mille Miglia 2011)
BMW 328
 
1938 (Museu da BMW - Munique)


MG TC1946
19461946

BMW 5071959 (Museu da BMW - Munique)

AUDI COUPE GT1980 (campeão mundial de rali 1980 -
mUSEU DA aUDI

Museu da Audi)

FERRARI: 365 GTB/4 / DINO GT4 / 250 GT, ETC

Obs. A maioria dos carros eram europeus, com um número maior de carros ingleses (Austin Realey (muitos), MG (tbém muitos e de vários modelos e anos), Jaguar XK120, 140 e 150, etc.

LES MACCHINES 

ALFA ROMEO GIULLIA GT1969

ALFA ROMEO GIULIA SS1963 (Inglaterra)

ALFA ROMEO GIULIETTA SPIDER1960

ALFA ROMEO GIULIETTA SPIDER1961
1961

ALFA ROMEO GIULIETTA SPRINT1962

ALFA ROMEO GIULIETTA SPIDER1962

ALFA ROMEO 1750 BERTONE1969

ALFA ROMEO 1750 GT VELOCE1969

ALFA ROMEO 1750 GT VELOCE1969

ALFA ROMEO BERTONE JUNIOR -13001972

ALFA ROMEO SPIDER 2000 VELOCE1975

ALFA ROMEO 2000 GT VELOCE1974 (a minha)

ALFA ROMEO SPIDER 2000 VELOCE1974

ALFA ROMEO SPIDER 2000 VELOCE1979 (Brasilieiro Wandeley Natali)

Nota: Todos completaram a prova com zero de defeito."



Duas câmeras para documentar o feito do Juarez e Fernando Marques


A chegada de prova

VEJA ABAIXO A HISTÓRIA DESTA PROVA HISTÓRICA

"Em 1986, quando um grupo de entusiastas viajou para Brescia para participar da Mille Miglia, começou a desenvolver a idéia de ter uma corrida de carros esporte na Argentina à imagem e semelhança da italiana. Levou alguns anos para que a idéia tomar forma, mas, finalmente, em 1989, e organizado pelo Club de Automóviles Sport, se correu as primeira 1000 Millas Sport da República Argentina.
Em 1996, ela começou graças a um acordo feito por Lorenzo Barra com a Mille Miglia, na Itália. Ele se mudou para a imponente sede da Patagônia Argentina e começou convidar colecionadores em todo o mundo. Da Europa vieram carros do Museu BMW, Mercedes Benz, Alfa Romeo e grandes personalidades desportivas de ontem e de hoje, como Stirling Moss, Carlos Reutemann , Clay Regazzoni, Jacques Lafitte, Rene Arnoux, Cane Giuliano e Luciano Viaro, entre outros.
Hoje faz parte do calendário da FIVA e adquiriu uma reputação considerável, sendo considerado o principal evento na América do Sul.
Somente são admitidos 150 carros clássicos e/ou esportivos, fabricado até 1981 com passaporte FIVA, agrupados em suas categorias com base na idade.
Patagônia permanece palco inigualável para desfrutar o carro esporte. Caminhos totalmente pavimentadas entre lagos, vales e montanhas, através das províncias de Rio Negro, Neuquén, Chubut e do país vizinho, o Chile, sendo a sua base o imponente Hotel Llao Llao em San Carlos de Bariloche.

Ressalta-se que devido a erupção do vulcão chileno Puyehue, em 2011, que cobriu de cinzas grande parte da região da Patagônia, o rali foi realizado em Córdoba.
A 1000 Millas Sport, é como a Festa Mille Miglia, no Japão e a Mille Califórnia nos EUA que prestam homenagem a "piu bella del mondo corsa", a Mille Miglia italiana, para celebrar o espírito desta lenda. Não apenas compostos testes cronometrados, mas paisagens únicas, história, cultura, tradições, gastronomia e hospitalidade.
Para Juan Manuel Fangio, o Mille Miglia, foi a corrida que nunca foi capaz de ganhar e por isso confessou que cederia um campeonato mundial de F1 por uma vitória nas 1000 milhas da Patagônia.
Uma corrida, um museu itinerante, onde o mérito é exclusivamente do piloto e navegador."

E o vídeo com edição feita pelo André do Speed Brasília.


 

8 comentários:

  1. Fabiani C Gargioni #276 de dezembro de 2012 23:10

    Seria um sonho pra mim participar de uma prova destas com umas máquinas destas Jovino!!!

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  2. Luby, eu também. Mas queria só a carcaça de uma para fazer um hot para andar no autódromo nos track days. Aqui no VCC de Brasília tem tres que estão sendo reformadas, inclusive, duas carcaças.
    Jovino

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  3. Acredito que tenha sido maravilhoso esse passeio. Só faltou informações como: onde se iniciou, qual ruta ou techos foram utilizados, qual o destino final, quais os pontos de parada intermediários. Fiquei curioso porque conheço a região.

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  4. Acredito que tenha sido maravilhoso esse passeio. Só faltou informações como: onde se iniciou, qual ruta ou techos foram utilizados, qual o destino final, quais os pontos de parada intermediários. Fiquei curioso porque conheço a região.

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  5. Olá, vi hoje a reportagem no Auto Esporte da Globo, adoro esse tipo de evento. A Alfa é linda e imagino o ronco. Para participar desse evento precisa estar cadastrado na Fiva? Leo

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  6. Só agora que vi a 288 GTO amarela, realmente maravilhosa. Leo

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  7. Leo, tem sim que ser cadastrado na Fiva. Este ano de 2013 vários brasilienses irão participar deste Rally e, provavelmente, um puminha do amigo Fernando Ramos que também está cadastrado na Fiva. Jovino

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