sexta-feira, 10 de julho de 2015

ENCONTRO DO CENTRO-OESTE DE CARROS ANTIGOS

Amigos antigomobilistas, o XXVII Encontro do Centro-Oeste de Carros Antigos será realizado nos dias 28, 29 e 30 de agosto deste ano. O VCB está procurando parceiros para a realização deste evento. Os interessados, favor acessar este link: https://www.sendspace.com/file/ljcdnz


quinta-feira, 2 de julho de 2015

ACELERA BRACA E PIQUET


Ontem, na Pizzaria Dom Romano, uma turma de amigos associados do Veteran Car Brasília, se reuniram para lançarmos a chapa Braca&Piquet para a presidência do nosso clube para o biênio 2016/2017.

Numa noite friorenta e prestigiada, regada a vinhos e pizzas, Braca e Piquet, candidatos a presidente e vice do VCB, receberam os associados quando pudemos trocar ideias do que queremos de melhor para o nosso clube. 

Aproveitamos a oportunidade para convidar os amigos para um churrasco que será realizado neste sábado a partir das 10h da manhã na sede do nosso clube.

Abaixo, fotos desta noite super divertida que passamos ao lado dos nossos amigos.


Piquet, Braca, os nossos candidatos e Vinicius.








Chico é o nosso anfitrião, sempre sorridente e nos servindo muito bem.











 Marisa e Braca


 





quarta-feira, 17 de junho de 2015

MEU AMIGO "TOINHO" NOS DEIXOU

E o tempo está passando e os amigo estão nos deixando. Desta vez, foi o meu amigo de infância, Antônio Carlos, o "Toin". Ontem, não sei porque, me lembrei dele da época em que a gente aprontava com o meu Simca Tufão e depois eu com um opala 250S e ele com um Maverick quadrijet V8 vermelho.

Toin, de camisa vermelha ao lado do seu irmão Lourival

Saíamos com os dois carros pelas ruas de Brasília, dando pegas, a caminho de mais um bar da moda para expormos, orgulhosamente, as nossas belas máquinas e ouvindo muito rock anda roll. 

Toin, era um cara muito amigo e adorava o meu pai, e o meu pai, também o adorava. Por diversas vezes o meu pai o lavou para uma chácara que ele tinha ali próximo a Unaí para pescar, e algumas vezes, eles pescavam muito além de Carás e Traíras,  pois o vizinho fazendeiro, tinha muitas plantações e nós entrávamos em suas terras para pegar emprestado, mandiocas, mamões, laranjas, tudo que a gente podia pegar, porque aquelas frutas e legumes, muitas vezes, se perdiam ou apodreciam. Mas era pura diversão, até que um dia o dono apareceu de surpresa e cortou a nossa diversão.

Além destas aprontações, coisa de jovens tentando ocupar o seu tempo, ele me ajudou muito na época em que eu corri na Hot Dodge brasiliense, sempre disposto a encarar qualquer empreitada.

Sem dúvidas, um dos melhores amigos que tive e fez parte de grandes momentos em que pudemos vivenciar em nossa juventude.

Que Deus o ilumine e o receba lá no céu.

Toin posando para o retrato com o meu Simca Tufão

e aqui, no autódromo Nelson Piquet, em 1983, no gride de largada da Hot Dodg

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O DUELO DOS KGs TURBOS NO AUTÓDROMO NELSON PIQUET

Em dezembro de 2013, reunimos alguns amigos e fizemos um Track Day no autódromo Nelson Piquet. A disputa foi entre o desafiante Nilo e o seu KG turbo vermelho contra Piquet e o seu também KG turbo prata.

Os carros sairam para o embate com Nilo na frente e Piquet o seguindo de perto. Na reta dos boxes, Piquet tentou ultrapassar o KG vermelho, mas Nilo jogou o carro para a direita impedindo-o de fazer a ultrapassagem na curva 1. Fez-se silêncio..., os carros estavam dando a volta no anel externo do autódromo demorando alguns minutos quando o KG vermelho do Nilo começou a fumar e ele entrou nos boxes com Piquet o comboiando de perto até entrarem nos boxes. Verificado o problema, (o motor não havia fundido), e sim uma das mangueiras do turbo havia soltado e o carro perdeu mais de dois litros de óleo provocando todo aquele fumacê.

Nilo estava todo eufórico, porque havia conseguido "segurar" o tri campeão sem deixar ultrapassá-lo.

Piquet disse que não o passou porque não quis, só estava brincando.

Aí começam as brincadeiras e um novo desafio foi marcado. Depois de completar o óleo do KG do Nilo, os dois saíram para a batalha final. Piquet disse que deixaria Nilo chegar na frente para dar-lhe um presente de natal.

Nilo saiu na frente, deram toda a volta, mas no final da reta dos boxes, Piquet o ultrapassa freando depois dos 100 metros e abre um boqueirão pela frente. Quando fez a curva da vitória, a surpresa: Piquet freou forte em frente aos boxes e fez um trezentos e sessenta graus e Nilo passou raspando no KG prata acelerando forte. Piquet  retomou a velocidade e foi em busca do KG do Nilo, e, na junção, o ultrapassou novamente abrindo grande distância.

Nilo chegou aos boxes inconformado com a derrota e já acertou com o mago dos motores Claudão para fazer um novo motor, mais potente e vigoroso, para derrotar o KG prata de Nelson Piquet. 

Um novo duelo será marcado brevemente.

Abaixo, tem as fotos e um filme do duelo que foi editado pelo André do Speed Brasília.

Os dois KGs se preparando para o duelo
O De Lorean que veio do futuro para apreciar o duelo.

O Puma AM3

Puma AM3 com motorzão BMW 4 cilindros turbo com mais de 400 cavalos. Ele foi testado pela primeira vez no autódromo. Aliás, o carro ficou pronto agora.

Radiador dianteiro com saída do ar no capô para refrigerar melhor.

A traseira com a grade para melhor refrigerar o motor

O motor BMW turbo
Puma P18 com motor 2.4 refrigerado a ar turbo alimentado carburado.

Traseira do Puma P18 

 O Mini Cooper também é turbinado com intercooler e pneus slicks
Taí o KG vermelho 1.6 Turbo do Nilo.

Abaixo, o vídeo com a movimentação antes, durante e depois do duelo.

domingo, 24 de maio de 2015

FITTI PORSCHE, A LENDA QUE NOS ASSOMBRA

Joaquim Lopes Filho/Jovino Benevenuto/Luiz Salomão

Dentre os inúmeros carros que compõem a história do nosso automobilismo, um dos mais carismáticos é, sem dúvida, o Fitti-Porsche, criação dos irmãos Fittipaldi em 1967 e que esteve nas pistas até 1975, embora com diferentes proprietários.

Ao longo dos anos muito se falou sobre este carro com as opiniões sempre confluindo para o fim comum do belo protótipo, um ferro velho de sucata de alumínio nas imediações de Brasília, última destinação do carro.
Até o próprio Wilsinho Fittipaldi acreditou nesta história e há alguns anos atrás andou na esteira do Fitti-Porsche, terminando no tal ferro velho, dando por encerrada sua busca.
Final lamentável da história, é o que todos pensavam….ledo engano
O nosso representante no Planalto Brasiliense, Jovino Benevenuto, um dos mais ativos blogueiros daqui do boteco, ao pesquisar um material sobre os Hot Dodge do DF, deparou com a informação que, ao contrário do que se acreditava, o Fitti-Porsche ainda sobrevivia em péssimo estado, numa chácara nos arredores de Sobradinho.
Com a informação a tiracolo, Jovino, no melhor espírito Indiana Jones, saiu à procura do Fitti. O resultado de sua pesquisa aqui está, mas vamos recordar a história do carro desde seu início.

A ORIGEM DO FITTI-PORSCHE
Não há dúvida que o chassi que equipava o carro era originário de um Porsche RSK 550 que pertencera ao famoso piloto alemão Von Stuck e que aqui fora vendido para Christian “Bino” Heins, em meados dos anos 50.
Bino no PorscheRSK, ganhando as 2 Horas de Velocidade, 1960
Há registro do carro correndo em SP e, segundo alguns, vencendo prova até no Uruguai. Daí o carro passou ás mãos de Fritz D´Orey que correu com ele pelo menos uma edição das “Duas Horas de Velocidade”, em Interlagos, 1956.

O fato é que o chassi, já destituído de mecânica, ficou por muito tempo na oficina de Chico Landi, até ser comprado pelo piloto Marivaldo Fernandes que pretendia construir um protótipo projetado por Anísio Campos.
Mas investir em construção e desenvolvimento nunca foi muito a praia do piloto do Guarujá e este negociou o chassi com Wilsinho Fittipaldi como parte de pagamento na compra de uma Mercedes-Benz.
Jan Balder testemunha em seu ótimo livro “Nos Bastidores do Automobilismo Brasileiro”, que ele próprio foi quem apanhou o chassi na oficina de Chico Landi, levando-o para a pequena fábrica de volantes dos irmãos Fittipaldi.
Ali, sob o comando do artesão Chico Picciuto, o chassi recebe as modificações necessárias para acomodar a mecânica Porsche oriunda do Karmann-Ghia Dacon no qual Wilsinho e Emerson haviam vencido as “Seis Horas de Interlagos” daquele ano, 1967.
A carroceria, feita toda em alumínio, obedecia a um desenho de Emerson Fittipaldi, que rabiscou na parede o que seria a recriação de um dos marcos dos grandes carros da época, notadamente o Porsche 906 Carrera.

Assim, o protótipo estréia nas Mil Milhas de 1967, ainda na sua versão spyder, com o jovem Emerson paralisando os cronômetros em incríveis (na época) 3m31s e 8/10 nos treinos e liderando na corrida com alguma facilidade até o carro parar com um princípio de incêndio.

O Fitti-Porsche iniciava ali sua sina de carro rápido, mas de pouquíssima confiabilidade.

No seu cartel somente uma vitória parcial, ou seja, venceu uma bateria na Prova Almirante Tamandaré em princípios de 1968, no Rio de Janeiro
Nos Mil Km de Brasília deste ano o Fitti Porsche apresenta-se na sua versão fechada – e pela qual tornaria-se famoso – com a dupla Emerson Fittipaldi e Lian Duarte. Mesmo enfrentando sérios problemas de câmbio, ainda chega em terceiro lugar na geral; curiosamente o único resultado do carro em provas longas.

No restante da temporada, mesmo com forte aporte financeiro de Marivaldo Fernandes que passara a investir fortemente no desenvolvimento do carro…

Wilson Fittipaldi, em Jacarepaguá, Rio
…Fitti-Porsche continua a se debater com problemas mecânicos aponto de, a partir do meio do ano, Wilsinho passar a pilotar para a Jolly-Gancia e Emerson Fittipaldi a correr algumas provas com o Fusca-Fittipaldi.
O carro retorna às pistas em 1969 nos Mil Km de Brasília, equipado com motor VW 1600 cc e pilotado por Wilsinho e Luis Fernando Terra Smith, mas abandona com problemas de motor. Daí em diante o renomeado Fitti-Volks vai ficar á disposição da Escola de Pilotagem Bardhal, onde servirá como carro de instrução aos seus alunos.
Sérgio Magalhães, nos boxes de Interlagos…
É aí que é descoberto e comprado pelo advogado Sérgio Magalhães, muda sua cor predominante para branco e participa em algumas provas da temporada de 1970, às vezes em companhia deMauricio Paes de Barros ou de Eduardo Souza Ramos. Daí o carro é vendido, segundo Sérgio Magalhães, a um piloto de Ribeirão Preto que o revende ao piloto Antonio (Toninho) Martins, de Brasília.
No Planalto Central, Toninho procede a uma reforma da frente do carro, tendo o utilizado na temporada de 1974
Em 75, o Fitti-Volks – nova denominação do carro – é comprado por outro piloto brasiliense,Paulo Guaraciaba, que o disponibiliza para que sua esposa, Tereza, participe com ele de algumas provas femininas, chamadas de Corridas do Batom.
Tereza Guaraciaba, no grid das “Corridas do Batom”, em Brasília
A partir de 1976 no automobilismo brasileiro deixam de existir provas para protótipos da Divisão Quatro, sendo o carro então encostado, perdendo-se a pista do mesmo.
Acreditava-se que o Fitti-Porsche (ou Volks, como queiram…) havia levado o fim da maioria dos carros de corrida nacionais, ou seja, o cemitério do ferro velho…mas que aí aparece uma luz, depois de muita bateção de cabeça e pernada de lá para cá. Juntaram força no blog, a dupla Saloma e Joaquim e resolveram começar de onde estava, por hora, tudo terminado, Brasília…


O TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO DE JOVINO EM BRASÍLIA.

Saloma e Joaquim,
Alguns meses atrás, estava em busca de material para o blog sobre a categoria Hot Dodge, muito em voga aqui em Brasília, no início dos anos 80. Nesta pesquisa soube, através de um amigo, da possível existência do Fitti-Porsche em uma chácara de um antigo piloto, nos arredores de Sobradinho.
Durante semanas tentei o contato com o tal piloto, amigo do pretenso proprietário, sem maiores resultados, pois o homem é muito ocupado. Depois de idas e vindas, acabei localizando o Sr. Adilson, até então, o último proprietário do Fitti-Porsche.

Última e única foto do Fitti, estacionado na chácara…
O Fitti-Porsche participou de provas femininas do Festival do Batom em 1975. Segundo a Senhora Tereza Guaraciaba, depois de participar do Festival do Batom o carro ficou guardado no autódromo e ela não teve mais notícias do mesmo, mas que participou de três corridas com ele em Brasília e uma em Anápolis.
Sr. Vicente, que foi piloto na época das provas de rua em Brasília, disse que o Alex Dias Ribeirotelefonou para ele quando estava na Europa e pediu-lhe para que tentasse encontrar o Fitti-Porsche, pois o Wilsinho queria encontrar o carro e restaurá-lo. A informação que tinha era que o carro teria ido para Araxá em Minas e ele rumou para lá na época do encontro de carros antigos e contatou muita gente e na redondeza daquela região, mas ninguém soube informar nada a respeito do carro.
Segundo ele, após a utilização do Fitti-Porsche pela Tereza no Festival do Batom o carro ficou guardado na oficina do George Pappas (piloto de DKW e Lorena) por muito tempo.
O Pappas estava querendo tirar o carro de lá para desocupar espaço e, segundo o Vicente, chegou a oferecer o Fitti-Porsche para ele mais a carcaça do DKW que ele corria (aquela com a traseira cortada), mas ele não se interessou. Depois foi colocado lá no salão (antigo box da BMW doPiquet ou carpintaria do DEFER) e foi sendo encoberto aos poucos por carteiras e mesas que servia de depósito da Fundação educacional do DF, ficando por lá de 3 a 4 anos.
Sr. Ney Jackson ou Arruela (assíduo freqüentador do autódromo), confirmou esta versão e o Fitti-Porsche foi sendo depenado aos poucos, quando “retiraram” o motor Volkswagem, a carburação e os amortecedores Koni, sobrando apenas a carenagem, sem vidros e o chassi com a suspensão dianteira, mas sem as rodas.
Segundo o Ney Jackson e o Adilson, eles procuraram a Tereza Guaraciaba e relataram que haviam encontrado o Fitti-Porsche e o estado em que ele se encontrava e ela não teve interesse em ver o carro do jeito que estava (pois o carro era de muita estima do falecido marido) e ele (Adilson) então propôs a compra do Fitti.
Na época, haviam provas da extinta TFL (Turismo Força Livre) e o Adilson queria arrumar o carro e participar da categoria, mas acabou não dando certo, apesar de ter colocado motor do opala 4 cilindros e até ter andado com ele nas ruas da cidade satélite de Sobradinho, ficando com ele por um ano, e posteriormente, o vendeu para um mecânico de Taguatinga.

Esse é o depoimento que estava faltando, do Sr. BRANCO, o último proprietário do Fitti-Porsche…
“O Sr. Branco foi o último proprietário do Fitti-Porsche e o adquiriu através de uma troca por um SP2 “novinho”.
Segundo o Sr. Branco, um senhor cinqüentão, sujeito simples e de boa prosa, recebeu o Fitti sem o motor, com câmbio Volkswagem e as 4 rodas, e posteriormente, instalou o motor de uma Brasília e fez algumas modificações na carenagem (é especialista em fibra de vidro) mudando a traseira que estava reta e aberta (tipo o Porsche 917) e a fez fechada mais ou menos igual a do Ford GT 40 e instalou lanterna do Galaxie 500 67. Na dianteira, fez pequena modificação e instalou o farol da Variante I “e o carro ficou uma Belesura” e o pintou de branco, pois pretendia emplacá-lo, mas ele não tinha o nº do Chassi e logo desistiu da empreitada.
O carro ficava exposto na rua de sua oficina em Taguatinga, na avenida Sandu Norte, chamando muito a atenção de quem passava por lá e foi assim que apareceu um “playboy” e tentou comprar o Fitti, mas ele não aceitou até que apareceu novamente e ele fez a troca por um Dodge Dart cupê e o comprador o colocou em um caminhão boiadeiro e tomou rumo de Betim/MG, dizendo que faria o carro para participar de arrancadas, sendo que, o Sr. Branco não lembra o nome do comprador, apenas informou o rumo que ele teria tomado”.

Enfim, esta é a história da passagem do Fitti-porsche/Volks por Brasília, relatada pela Tereza Guaraciaba, quem o pilotou, o Sr. Adilson quem o “adquiriu” dela e os testemunhos dos Srs. Vicente, piloto e amigo da Tereza e grande conhecedor do automobilismo candango, o Sr. Ney Jackson, assíduo freqüentador do autódromo que participou e testemunhou de parte da sua história aqui em Brasília.
Nota do blog – Comparsas, essa foi uma empreitada danada. A anciedade de logo ter resultados da barata nos envolveu em um stress nunca imaginado. A importância da colaboração do Jovino, foi da mais alta importância. Alias, se não fosse dele a insistência pelo assunto, nada andaria. Material do Joaquim, tambem esclareceu dúvidas sobre sua cara, depois de algumas transformações. Pelo jeito, a saga do Fitti-Porsche ainda não terminou. Ainda nos assombra, no bom sentido, a idéia de encontrá-lo e dar vida a originalidade que marcou sua passagem pelas pistas brasileiras. Quem sabe, ele ainda se encontra disfarçado por aí de carro esporte, pelas ruas e estradas do Triângulo Mineiro?
(reprodução/Site Obvio!/Arquivo Pessoais)