quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

UM DKW SCHNELLASTER EM BRASILIA

O primeiro carro que dirigi foi esta Vemaguet ano 65 do meu pai quando morávamos na 312 norte. Quando ele saía para trabalhar, eu pegava a chave dela e dava umas voltas pela quadra. Mas algumas vezes, entrou água no distribuidor e molhou os platinados e aí era um trabalhão danado para secar, dar umas lixadas neles e botar para funcionar.
 
Então a minha paixão por estes carrinhos pipoquentos e fumacentos veio desde esta época e se firmou nas corridas de ruas que eram realizadas na cidade quando tínhamos pilotos como o George Pappas com o seu Belcar carreteira e tantos outros que participaram de corridas pelo Brasil afora como a Carreteira Micley Mouse de Flodoaldo Arouca, o Volante Treze.
 
Um dos carros mais fasciantes produzidos com motor DKW, dois tempos, é o Schnellaster e que povoou o meu imaginário durante muito tempo até que o meu amigo David Tronconso, conseguiu um destes modelos no interior de Goiás, carro este que pertenceu à família Marinari e que era usado pela empresa deles.
 
Este carro foi produzido de 1949 até 1962.
 
Veja, abaixo, a história da origem e do destino dele contado pelo próprio David Troncoso e com muitas fotos da restauração dele que deverá ser concluída ainda este ano.
 
A Vemaguete do meu pai que eu dava uns rolés pela quadra no início dos anos 70. 
 
 
Veja o depoimento do David dado para este blog.
 
"Jovino, encontrei esta Schnelllaster em abril de 2015, em Goiânia, na loja Extreme,de antigos e restaurações.
Ela tinha sido do João, que disse uma época que iria enterrar parte, num hotel, ( diz a lenda ), eu então comprei do Moura, no dia 12 de junho.
Lembrei que tinha visto uma reportagem no blog do Flávio Gomes, sobre(talvez) este carro e fui na coluna do FG.
Reconhecendo as pessoas alí mencionadas, não foi nada difícil encontrar e falar com o filho do Divino Marinari, ali na foto, um dos proprietários do carro. Divino, filho, logo puxou na memória e me relatou muito sobre o mesmo. 
Coincidência maior é que, O Sr. Divino Marinari (pai) era casado com uma irmã de uma pessoa casada com meu tio. 
Falamos então sobre as características do carro, ao que me parece ser o mesmo, pois, na época eles não conheciam outro carro em Goiânia.
O carro era usado para serviço de som autofalante, pois não existia rádio emissora em Goiânia e eles então mandavam notícias e divulgavam publicidade nele. No carro tem inclusive os sinais característicos de fixação daquelas cornetas grandes de auto falantes. E ele me confirmou a cor do carro.
Não era comum este carro, pois não havia na região revenda de veículos da marca, nem manutenção autorizada.
O nome estampado na foto de época MARISA, é a junção de MARINARI e SASSE.
E a esposa do Valdir e do SASSE, estão vivas as quais prometi o primeiro passeio, com direito a reportagem do Blog do Jovino e do Blog do FG
Hoje ela está sendo restaurada pelo Rone e pelo Oswaldo na oficina do Rone, no Riacho Fundo I, Paraná Escapamento.
Contactei nos grupos e então consegui comprar motores e peças já enconstados ha muito tempo, De quatro motores fizemos um, que testamos já o dinastarte, componente que tem tres funções: a de volante de motor, bobinas de carga geradora e bobinas de partida alem da função de distribuidor.
Este carro foi produzido pela AutoUnion na Alemanha em 1951, dois tempos e dois cilindros.
Como era muito desconhecido, demos um wash primer nela, bem forte, e levamos para o BC para discutirmos e aprendermos alguma coisa e aprendemos muito. Foi muito legal.
Vou mandar algumas fotos
Abraços"
 
David Troncoso 
 
 O carro quando chegou à Brasilia
 

Aqui já em fase inicial de restauração.
Eu e o Catanha fomos conhecer o carro lá no Riacho fundo quando o David nos recebeu.
Repare na entrada de ar acima e que e muito rara neste carro.
O interior dele já todo pronto.
Foi construído este chassi aí só para dar sustentação à carroceria enquanto ele é restaurado.


Este é um dos 4 motores que ele conseguiu, sendo que, o motor que ele usará está sendo preparado.
Mais partes do motor
Algumas engrenagens

O velocímetro que marca até 100 Km/h neste motorzinho de dois cilindros e 600 HP
Esta é a engrenagem do Câmbio, com três velocidades e a ré.
O tanque de combustível e o radiador dele.
Este é um modelo furgão também e se não me engano, foi fabricado na Argentina.
Um modelo Picape
Mais uma perua de passeio
e este customizado e modenizado com rodas de liga leve.

Abaixo, vídeo do funcionamento parcial do motor que irá equipar o Schenellaster do David.


3 comentários:

  1. Mui to legal este carro! Estou ansioso para ver no BC

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  2. Duas coincidências: Também dirigi uma Vemaguete de meu Painos fins dos anos sessenta,só que era uma Pracinha. Quanto a Schnellaster, me lembro dela fazendo propaganda para Lojas Riachuelo em Goiânia e de um acidente com (muito provavelmente) ela. Ela foi levar parte do time da Riachuelo para jogar, se não engano, em Itaberai (GO) e na volta já próximo a Goiânia uma pessoa pulou na frente dela em provavel tentativa de suicídio, sofrendo então morte instantânea. Eu estava em uma Vemaguete, que vinha logo atrás, dirigida por um Gerente da Riachuelo.

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  3. Duas coincidências: Também dirigi uma Vemaguete de meu Painos fins dos anos sessenta,só que era uma Pracinha. Quanto a Schnellaster, me lembro dela fazendo propaganda para Lojas Riachuelo em Goiânia e de um acidente com (muito provavelmente) ela. Ela foi levar parte do time da Riachuelo para jogar, se não engano, em Itaberai (GO) e na volta já próximo a Goiânia uma pessoa pulou na frente dela em provavel tentativa de suicídio, sofrendo então morte instantânea. Eu estava em uma Vemaguete, que vinha logo atrás, dirigida por um Gerente da Riachuelo.

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