domingo, 10 de novembro de 2013

DO BAÚ DO DITO JUNIOR - NEIDIEL ROURE

Mais fotos da carreira do piloto Neidiel Roure cedidas gentilmente pelo seu irmão Dito Junior.
 
Neidiel, era um grande bota aqui da cidade e que se destacou no automobilismo brasiliense e brasileiro nas corridas de turismo da divisão 1 na época no início dos anos 70.
 
Fez sucesso com o opalão vinho da Wagner Refrigeração e também patrocinado pela CCA numa época bastante efervescente do automobilismo brasileiro. Aqui em Brasília as categorias de turismo eram misturadas e Grides cheios e depois se transformou na TFL que reuniam carros de diversas marcas, como Opalas, Mavericks, Passats, Fuscas, Chevetes, Brasílias e tantos outros que disputavam categorias distintas, mas numa única prova.
 
Eu, particularmente, era fã do Neidiel porque era o piloto show com a sua tocada única, jogava a bagaça de lado, entortando em quase todas as curvas, até nas de alta como a da curva 1, onde eu ficava para assistir as corridas aqui em Brasília. Já fiz uma homenagem para ele aqui no Blog, mas com a disponibilidade de novas fotos pelo Dito Junior, resolvi fazer um novo post.
 
 LENDAS E MITOS
 
Segundo a lenda, para driblar o regulamento, em determinada prova, Neidiel teria um sistema que introduzia uma mangueira da cabine do piloto até o carburador do opalão.
 
Quando terminou a corrida e ele se dirigia para os boxes dando a volta da vitória, ele injetava óleo diretamente na carburação e assim o carro soltava aquele monte de fumaça dando a entender que o carro estava com o motor quebrado e assim ele se livrava de fazer a vistoria. Lendas a parte, mexer no motor ou colocar o carro fora do regulamento para se ter algum ganho de performance, não era privilégio de apenas um piloto.  
 
 
Grid cheio e repare como o autódromo era bonito e limpo

Dá saudades a opnte que ligava o padock à arquibancada coberta
A sua característica: entortava a máquina na curva e era rápido ao mesmo tempo.
Este maveco da Radelgo se não me engano era de Goiânia
Será o pai do Neidiel!!! O Dito está ali ao lado.
Mais entortada na junção. O Maveco ali era do Paulo Guaraciaba e patrocinado pelo Serginho Slaviero e Luiz Estêvão.
Aqui me parece ser uma etapa do campeonato brasileiro de tursimo. Alguma prova de longa duração. Repare no maveco da equipe Greco, da Mercantil Finasa.

Paulo César Lopes na pole. Os outros não consigo identificar, mas tem ali ao lado o opala da Cical que era tocado pelo Alencar Junior e Cairo Fontes.
Esta foto eu acho especial: veja a ponte que dá acesso para o autódromo. Parece que ela faz parte da pista.
Neidiel e Leo Faleiros
Aqui na frente o maveco da Madeireira São Jorge pilotado pelo Catanha e Laurindo.
 
 


8 comentários:

  1. Belas fotos Jovino, imagino o prazer que foi participar do automobilismo brasiliense dessa época. Torço para que essa reforma do autódromo saia do papel e ele volte a ficar assim. Abraços

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  2. Jovino
    Me amarrei nas atravessadas do Nediel Roure. Da mesma forma que você sou fã destes pilotos que tem controle total sobre o carro.

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  3. Diga Sidney. Tá sumido!!! Como disse acima, o Neidiel tocava muito e fazia várias curvas de alta do autódromo dando as entortadas. Nunca vi outro piloto fazer isto e andar rápido porque ele andava rápido no meio das melhores equipes brasileiras em corridas de nível nacional. Mesmo quando os opalas eram 4100 e o mavecos 302 V8, ele dava um jeito de colocar o seu opalão lá no meio. Jovino

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  4. Em primeiro lugar, parabéns por esse espaço. Sou de 1973 ,40 anos e sou apaixonado, aficcionado, tarado, enfim por Brasília, automobilismo, Mavericks, Opalas, Dojões, Chevettes, Brasílias, Fuscas, Corcéis I e TLs. Fiquei maluco quando vi as fotos, sou saudosista demais. Resumindo, vi um Chevetinho branco, alinhado no grid, que, salvo engano,pode ser do meu saudoso ex patrão, amigo,avô emprestado Vicente Vives Tejada, o Espanhol, que talvez tenha sido 1 mecânico daqui de Brasília, antes mesmo do seu Coqueiro. Chegou em 56 e foi trabalhar na MotorNei na Cidade Livre. Foi chefe de salão na recém aberta Disbrave, depois Brasal atéabrir sua loja em Taguatinga Centro, vindo a nos deixar em 2007 em Barcelona. Procure algo a respeito, por favor,pois meu teclado ta quebrado to usando o virtual Abraço.

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    1. Grande Aquiles! Acho que vc viu o meu Pai, Vicente Vives, o filho. Um abraço. Vicente (neto)

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    2. Grande Aquiles! Acho que vc viu o meu Pai, Vicente Vives, o filho. Um abraço. Vicente (neto)

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