Para comemorarmos o aniversário de Brasília, replico o post que fiz logo no início do blog sobre a Caravana da Integação Nacional.
O filme é uma verdadeira obra de arte feita pelo Jean Manzon.
Vejam, que vale a pena. É história de Brasília e do Brasil.
Ao se aproximar a data de inauguração de Brasilia, brasileiros de vários cantos do país saíram em direção ao futuro Distrito Federal, naquilo que foi batizado de Caravana da Integração Nacional.
A intenção era mostrar a interligação do país por rodovias e a convergência para o Planalto Central desde o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste. Também que as distâncias poderiam ser vencidas pelos veículos produzidos da nascente indústria automobilística nacional.
Os empresários do setor juntaram colunas com cerca de 50 unidades cada — Romisetas, Rural Willys, DKW, jipes, caminhonetes, caçambas, caminhões e ônibus. A primeira coluna partiu do Sul em 22 de janeiro. Saiu de Porto Alegre e percorreu 2.3 mil quilômetros, dos quais 1.4 mil asfaltados.
A caravana pronta para sair.
A maior caravana saiu do Norte, para percorrer 2.250 quilômetros de chão bruto, de Belém a Brasília, passando por São Miguel do Guamá, Açailândia, Estreito, Gurupi, Porangatu, Ceres e Anápolis.
Neste trecho apenas os percursos de Belém a São Miguel do Guamá e de Anápolis a Brasília estavam asfaltados. O carro que liderava o comboio era uma Rural Willys e que comandava o comboio de jipes que levavam 35 jornalistas. Enfrentaram chuvas torrenciais comuns no período na região amazônica.
Veja o filme, uma obra prima de Jean Manzon
Enfim, juntos – Esta mereceu referência especial do presidente da República. Da sacada do Palácio do Catete, Juscelino Kubitschek classificou a movimentação como as “novas bandeiras para conquista e posse do território nacional” esperadas há 150 anos.
Ressaltou que a “bandeira saía do Rio de Janeiro em automóveis brasileiros, com pneumáticos brasileiros, petróleo brasileiro para trafegar por estradas asfaltadas com asfalto brasileiro”.
Destacou que a nova marcha, subindo o Planalto Central, se lançaria, dali, “à conquista dos seis milhões de quilômetros quadrados que ainda jazem desertos e adormecidos, esperando o passo redentor dos brasileiros”.
Ao longo do trajeto as caravanas foram recebidas com banda de música, discursos, bandeiras e aplausos.
Conforme programado, juntaram-se no dia 1° de fevereiro em Goiânia e, no dia seguinte, rumaram até a Praça dos Três Poderes, onde se transformou na Caravana de Integração Nacional.
A chuva de papel picado lançada pelos aviões da FAB em vôos rasantes coroou a carreata e marcou a consolidação da futura Capital Federal do Brasil.
Na manhã de 2 de fevereiro de 1960, data combinada para o encontro das quatro colunas, no apoteótico final da caravana, JK desceu de seu helicóptero branco e entrou na Romi-Isettinha.Chovia, mas o presidente desfilou com meio corpo para fora da capota aberta.
Presidente Kubitschek chega triunfalmente na Romi Isetta
Fonte: Jornal o Globo e Portal ORM - Fotos reprodução)
O filme é uma verdadeira obra de arte feita pelo Jean Manzon.
Vejam, que vale a pena. É história de Brasília e do Brasil.
Ao se aproximar a data de inauguração de Brasilia, brasileiros de vários cantos do país saíram em direção ao futuro Distrito Federal, naquilo que foi batizado de Caravana da Integração Nacional.
A intenção era mostrar a interligação do país por rodovias e a convergência para o Planalto Central desde o Norte, o Sul, o Leste e o Oeste. Também que as distâncias poderiam ser vencidas pelos veículos produzidos da nascente indústria automobilística nacional.


A maior caravana saiu do Norte, para percorrer 2.250 quilômetros de chão bruto, de Belém a Brasília, passando por São Miguel do Guamá, Açailândia, Estreito, Gurupi, Porangatu, Ceres e Anápolis.
Neste trecho apenas os percursos de Belém a São Miguel do Guamá e de Anápolis a Brasília estavam asfaltados. O carro que liderava o comboio era uma Rural Willys e que comandava o comboio de jipes que levavam 35 jornalistas. Enfrentaram chuvas torrenciais comuns no período na região amazônica.
Muitos obstáculos desafiaram JK na empreitada da construção da rodovia no trecho que cortaria a selva amazônica. Entre eles, além do alto custo, a presença de índios, animais selvagens e doenças tropicais ameaçavam a continuidade do projeto.
No ano de 1959, um decreto assinado pelo presidente previa a construção da Belém-Brasília, sendo encarregado para a tarefa o engenheiro Bernardo Sayão. Pela lei que previa também a construção da nova capital federal, uma rede de rodovias ligaria a sede do governo às demais regiões do Brasil.
Seriam elas a Brasília-Rio de Janeiro (hoje rodovia Juscelino Kubitscheck), Brasília-São-Paulo (atual via Anhanguera), Brasília-Livramento, Brasília-Fortaleza, Brasília-Acre e Brasília-Belém ou Belém-Brasília.
Veja o filme, uma obra prima de Jean Manzon
Enfim, juntos – Esta mereceu referência especial do presidente da República. Da sacada do Palácio do Catete, Juscelino Kubitschek classificou a movimentação como as “novas bandeiras para conquista e posse do território nacional” esperadas há 150 anos.
Ressaltou que a “bandeira saía do Rio de Janeiro em automóveis brasileiros, com pneumáticos brasileiros, petróleo brasileiro para trafegar por estradas asfaltadas com asfalto brasileiro”.

Ao longo do trajeto as caravanas foram recebidas com banda de música, discursos, bandeiras e aplausos.
Conforme programado, juntaram-se no dia 1° de fevereiro em Goiânia e, no dia seguinte, rumaram até a Praça dos Três Poderes, onde se transformou na Caravana de Integração Nacional.
A chuva de papel picado lançada pelos aviões da FAB em vôos rasantes coroou a carreata e marcou a consolidação da futura Capital Federal do Brasil.

Presidente Kubitschek chega triunfalmente na Romi Isetta
Gozado, em 1960, aos sete anos de idade e em companhia d meu pai, fizemos o circuito em sentido contrário.
ResponderExcluirSaindo de Anápolis, uma caravana de 15 caminhões levou 15 dias até chegar em Belém do Pará.
Até Gurupi ainda se tinha estrada, a partir daí era praticamente uma abertura, sem postos de gasolina ou restaurantes, mesmo os mais simplórios.
Os pontos de apoio eram os acampamentos da Rodobrás, autarquia criada para construir a Belém Brasilia.
Ainda cheguei a ver o local onde falece o engenheiro Bernardo Sayão, vítima da queda de uma árvore no lugar que hoje se chama Ligação do Pará.
Assisti a este filme lá no museu do automóvel de Brasilia numa reunião de antigos com o Roberto Nasser e gostei muito desta Caravana que desconhecia a sua existência. Pesquisei na internet e achei o mesmo filme e postamos ele aqui.
ResponderExcluirJovino
Esta é a Brasília que já nasceu acelerada!
ResponderExcluirParabéns Brasília e amigos de Brasília!
Obrigado Roberto. Você também é um pouco brasiliense, pois andou uns tempos por aqui.
ResponderExcluirJovino
Jovino: você proporcionou-nos um presente muito lindo! Obrigado e parabéns!.Lipel
ResponderExcluirValeu Lipel. Está é uma época em que os Brasileiros acreditavam em nosso país e ainda existia um espírito de patriotismo.
ResponderExcluirJovino
ResponderExcluirParabens pela sua postagem ela é muito enriquecedora e conta uma parte da nossa história que está eternizada aqui, eu moro no estado de New Jersey e um colega meu que mora aqui que me indicou o seu blog, ele me informou que o pai dele foi quem dirigiu este ônibus da caravana que levou a comitiva para Brasília, será que você poderia fazer a inclusão do nome dele? Eu tenho todos os documentos que comprovam isso, caso voce queira, favor entrar em contato no e-mail abaixo que eu te passo todos os detalhes
michel.mouralopes@gmail.com
Grato desde já
Agora q vi o seu comentário. Tenho i ter esse sim, e eu, mais comunidade brasiliense agradece. Entrarei em contato com você. Aliás, estamos, agora em abril, dia 21, fazendo a segunda caravana. Meu email jovinocoelho@yahoo.com
ResponderExcluirAlguém do grupo lembra o nome da primeira empresa rodoviária, de passageiros, de ligação entre o Rio de Janeiro a Brasília e vice-versa?
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