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Abaixo, minha pequena história quando eu e um amigo tentamos produzir tais revistinhas lá pelos idos da década de 70.
Até que um dia, eu e meu inseparável amigo Barbosinha tivemos a brilhante ideia de produzirmos as nossas revistinhas e faturarmos um troco.Unimos a criatividade do Barbosinha, um carioca cheio de gírias e conversas e o meu talento em desenhar e montamos o nosso estúdio improvisado lá em casa e começamos a desenvolver as histórias e os desenhos. Passávamos longas noites criando as histórias e eu colocando todo o meu precoce talento par funcionar.
Depois de alguns meses, a revistinha ficou pronta, mas teríamos que produzi-la em grandes números para podermos botar a nossa editora de fundo de quintal para faturar.Um amigo, que também fazia parte do nosso grupo, o famoso Braz, que pegava a chave escondida do fusquinha 72 mil e trinca verdinho do seu pai a noite para a gente dar os primeiros peguinhas na asa norte, eu, como piloto, nos propôs adentrar a sala do colégio da quadra onde ficavam os mimeógrafos e fazermos as cópias para o nosso produto poder ser colocado no mercado consumidor dos punheteiros da 312 norte e adjacência .
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E a expectativa já era grande, pois o Braz, nosso estrategista mostrou uma prévia da revistinha para algumas pessoas e a receptividade já era muito boa pela quadra e eles já estavam curiosos para adquirirem tal produto e o nosso grande teste seria deixar, sem querer querendo, o único exemplar com o zé broinha, pois o cara dedicava boa parte do seu dia trancado no banheiro de sua casa.
Conversamos com o Braz e ele nos contou que já havia passado a revista para o teste final para o Zé broinha e ele subiu para o seu apartamento e estava demorando muito tempo. Aí, nós resolvemos também subir até o seu AP para falar com ele. Mas quando chegamos, sua mãe disse que ele estava trancado no banheiro e não saía de jeito algum, inclusive, sua irmã, estava precisando usar o banheiro, e nada, o cara continuava lá dentro e só saiu quando seu pai quase arrombou a porta do banheiro.
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Descemos todos do apartamento e o Zé Broinha já estava exaurido e meio pendente para o lado direito de tanto usar aquela mão e o nosso teste final havia dado certo.
Algumas formas de se conseguir recursos para grana para as festinhas e outras aprontações, pois não tínhamos pais que dessem mesadas (a não ser as próprias nos lombos da gente) era a de matar aulas ou irmos a pé para o CAN (colégio da asa norte) na L2 norte e guardar o dinheiro da passagem e depois comprar pinga e misturar com coca cola e irmos para as festas das redondezas.
Já estávamos antecipadamente fazendo os cálculos dos rendimentos da nossa empreitada e numa noite depois que o colégio da quadra já havia encerrado as aulas noturnas, o adentramos, e o Braz, que era o mais abusado e o menor da turma foi o escolhido por livre e espontânea pressão para pular a janela. Forçamos a vidraça e ele entrou na sala onde estavam os mimeógrafos e o Braz constatou que o serviço ali seria fácil de ser executado.
Marcamos para a noite seguinte para fazermos as cópias mimeográficas lá dentro da sala do colégio, mas pela manhã, a triste notícia: Dona Etelvina, mãe do Barbosinha (uma religiosa convicta) havia descoberto o único exemplar da nossa revistinha “Noite de sensação” debaixo do colchão do Barbosinha e o transformou em mil pedacinhos, sobrando apenas alguns restícios de papel que o Barbosinha nos levou tristemente para comprovar a tragédia não anunciada e aí o nosso destino de futuros empresários do setor literário masturbatício, havia se encerrado prematuramente e o Carlos Zéfiro pode reinar absoluto.





















