terça-feira, 25 de outubro de 2011

23º ENCONTRO DE VEÍCULOS ANTIGOS DO CENTRO OESTE

Foi realizado em Brasília nos dias 14, 15 e 16 de outubro o 23º Encontro de Veículos Antigos do Centro Oeste.

Este evento é realizado no dia 7 de setembro de cada ano e intercalando, um ano é em Brasília, e outro em algum lugar do Estado de Goias.

Mas este ano, em função da realização do 8º Encontro Nacional de Pumas, aceitamos o convite do Lipel Custódio, presidente do Veteran Car Clube de Brasília, e fizemos os dois eventos nos mesmos dias no Pontão do Lago Sul de Brasília, mas dividindo espaços separados para cada evento.

O 23º Encontro de Veículos Antigos do Centro Oeste reúnem os melhores antigos de diversas marcas e nacionalidades desta região do Brasil, com ênfase este ano, para os carros do tri campeão de Formula 1 Nelson Piquet, que gentilmente expos alguns de suas raridades, como alguns Cadilacs e Mercedes de sua coleção, além de ceder para exposição no 8º Encontro Nacional de Pumas, um Puma P18 recém adquirido.

Mais de 35 mil pessoas visitaram a Exposição de Veículos Clássicos e Esportivos nestes dias no Pontão do Lago Sul. Além da confraternização marcada pela realização em parceria do XXIII Encontro de Veículos Antigos do Centro-Oeste e do VIII Encontro Nacional de Pumas, muitas pessoas puderam reviver histórias de familiares e amigos por meio dos mais de 300 veículos da mostra.   

Diversos carros raros, clássicos e esportivos vindos de todo o Brasil abrilhantaram os três dias da Exposição, evento este que já é tradicional no Centro Oeste e nos últimos anos realizado com muito sucesso no Pontão do Lago Sul.

A organização do 23º Encontro do Centro Oeste de Veículos Antigos esteve a cargo de seu presidente, Lipel Custódio e sua equipe do VCC de Brasília.

Em nome do Puma Clube de Brasília e do Puma Clube do Brasil, agradecemos de coração ao Lipel Custódio, presidente do VCC de Brasília, todo o apoio que recebemos nestes meses para a realização em conjunto dos dois eventos.
Jovino/Presidente do Puma Clube de Brasília

O Clube do Fordeco de Brasília presente no Encontro

Fiat 600 do Tom Villas Boas ao lado de outras preciosidades

O Fitti Ve do Paulo Afonso

A Romi BMW do Tom

A tenda dos Pumas GTS do encontro dos Pumas e passeando tranquilamente,
a mais nova vovó do Puma Clube de Brasília, Virginia.

Mais Fordinhos e mais Fordinhos

A turma do VCC, Anelito, Tymoti, Pereira, Marcelo, Nelson Piquet,
Lipel Custódio e Fernando Ramos

Mais raridades

O fusquinha Alemão

Aero Willys, Karman Ghia e os DKWs

Os presidentes, Lipel Custódio do VCC de Brasília, Alexandre, 
Presidente do Clube de Veículos Antigos de Goiás e Jovino Benevenuto,
Presidente do Puma Clube de Brasília.

O Mini Cooper do José Luiz e o Pantera do Renato Malcotti, entre outros

A Alfinha GTV do Juarez Cordeiro, entre outros.

O hoje raríssimo Fiat Picape

Meneses  e Giovani Pasini do Puma Clube de Brasília

Alfas, Jaguar, Thunderbird
O raríssimo Rolls 1926 do Nelson Piquet

Os Cadilacs do Nelson Piquet

O Thunderbird do Lipel Custódio

Um dos mais belos carros expostos para mim, um clássico
americano que representa a época de ouro do Governo americano, o
Thunderbird 1952 do Lipel Custódio.

O Mustang do Nelson Piquet

O Wood do José Luiz

O Lorena L do meu amigo Fernandinho Lapagesse. Mais um apaixonado e que está construindo em Saquarema-RJ, esta replica que fez muito sucesso no automobilismo brasileiro no final da década de 60 e início de 70. Ele a está comercializando e já tem várias exemplares prontos para venda.
Este merece destaque especial: o Packard 1936 do pumeiros mor Felipão. Este carro
demorou  14 anos para ser restaurado, resultado de muita paixão, dedicação e persistência e depois de usar mais de dois Packards que serviram de desmonte para dar vida novamente a esta preciosidade.

Sei que foi o premiado escolhido pelo povo e não me lembro o nome agora: será um MG ou um Austin?

O raríssimo e glamoroso Mercedes do Serginho Slaviero  que pertenceu a
Maria Teresa Goulart (mulher de Jango)

As fotos são da Michelle Calazans, assessora de imprensa do VCC e do pumeiro Adriano Mortagua.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

QUIZZZ ESPECIAL DO BAÚ DO ...

Mais um ex piloto que disponibilizou todo o seu acervo de fotos para o Mocambo Blog.

Ele é o carioca mais brasiliense que conheço e está recebendo uma taça de uma das etapas do campeonato carioca que disputava no final da década de 60.

Correu no meio das maiores feras do automobilismo da época como Emerson Fittipaldi, Ricardo Achcar, Norman Casari, Wilsinho Fittipaldi e tantos outros.

Que carro ele corria e quem é ele?

Qual campeonato ele ganhou?

Um bom final de semana para todos.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

BRASILIA RECEBE OS PUMEIROS PARA O 8ª ENCONTRO NACIONAL DE PUMAS E O 23º ENCONTRO DO CENTRO OESTE DE VEÍCULOS ANTIGOS

Neste final de semana, Brasília recebeu os pumeiros vindos de diversas partes do Brasil para o 8ª Encontro Nacional de Pumas que foi realizado no Pontão do Lago Sul,em que fizemos uma parceria com o Veteran Car Clube de Brasília, quando eles também realizaram o 23º Encontro do Centro Oeste de Veículos Antigos.

Esta parceria foi muito importante para o antigomobilismo brasiliense e brasileiro, pois tantos os pumeiros vindos de diversas regiões do Brasil, como os apaixonados por antigomobilismo, puderam unirem suas forças e mostrarem que é possível e muito saudável a convivência de eventos distintos e enfatizando a união entre todos os apaixonados por antigos.

Os dois eventos reuniram mais de 250 veículos, e os pumeiros compareceram em massa com mais de 100 felinos que ficaram espalhados pelo Pontão do Lago Sul, apesar da chuva que prejudicou um pouco.

Vieram pumas de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e muitos pumeiros que compareceram sem os seus felinos de outros Estados e participarem do nosso evento e que se uniram aos pumeiros de Brasília.

Foi uma festa maravilhosa em que os pumeiros fizeram uma carreata com mais de 70 pumas pelos pontos turísticos de Brasília.

Tivemos a oportunidade de conhecer pessoalmente um monte de pumeiros que já correspondíamos através da Internet.

A Organização do Evento ficou a cargo do Puma Clube de Brasília, do qual sou presidente (até entregá-lo ao próximo presidente). Trabalhamos durante 6 meses e, apesar dos recursos escassos e que nos limitou para podermos cumprir a nossa programação divulgada, acredito que todos que estiveram em Brasília saíram satisfeitos em poder mostrar a força e a união da "Família Puma" de diversos clubes de Pumas de todo o Brasil.

Em nome do Puma Clube de Brasília, quero agradecer a todos os pumeiros que estivam presente aqui em Brasília, entre eles, o Carlos Paniago, nosso Diretor Social, o grande parceiro de todas as horas; aos pumeiros amigos de Brasília que sempre estiveram presentes para nos ajudar na realização deste evento; às mulheres pumeiras que formaram a nossa secretaria e que funcionou perfeitamente; ao Lipel Cústódio, Presidente do Veteran Car Clube de Brasília; ao Vice Presidente José Luiz que nos tirou do sufoco; ao Pereira; ao Paulo Mostardeiro; ao Renato Malcotti e toda a equipe do VCC de Brasília; e aos nossos amigos que nos confiaram esta empreitada; o Jonathas (o Tarzan), o Felipe Nicoliello, o Sergio Emilio Tempo e tantos outros pumeiros que tivemos o prazer de conhecê-los, em especial, ao Uli, que sabendo das dificuldades financeiras para a realização deste evento, nos procurou e ofereceu o livro escrito por um amigo alemão sobre os pumas e já traduzido para o Português, para a realização de uma rifa para arrecadar grana para nos ajudar.

É este tipo de união e irmandade que nos engrandece e mostra a paixão e a amizade que pessoas que nunca se viram pessoalmente fazem para a realização de uma paixão.

Agradecimento muito especial também para o Tri campeão Nelson Piquet que atendeu ao meu pedido e levou o seu P18 para ser exposto no encontro e ainda tirou fotos e deu autógrafos para os pumeiros, que ficaram encantados com a atenção despendida por ele a todos os presentes.

No mais, o 8º Encontro Nacional de Pumas superou todas as expectativas e todos nós estamos de parabéns.


A entrada para os dois eventos

O puma do Tri campeão de Formula 1 Nelson Piquet, um P18

A equipe de julgadores reunidos

Nelson Piquet que gentilmente atendeu ao meu pedido para fotos com os pumeiros

Pumeiros de vários Estados

Os GTEs reunidos

A tenda para os GTSs

O Mini puma do Pumeiro Paulinho


O GT Malzoni e o Puma DKW e um tubarão em restauração

O nosso parceiro Meguiars e o puma The Best do Paulo Mostardeiro

Um pouco do 23º Encontro do Centro Oeste de Veículos Antigos

Mais relíquias.

Dois filminhos dando uma geral nos dois eventos



Entrega do Kit Puma para o Nelson Piquet


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PROVAS BRASILEIRAS

A Metal Leve fez em 2008 várias fulinhas medindo 65/45 cm para homenagear o automobilismo brasileiro.

Nos retratos abaixo, fotos de diversas provas brasileiras realizadas desde a época das carreteras até os carros mais modernos da época como Corvettes e o melhor da nata brasileira de pilotos e carros até o final da década de 60.

As provas foram realizadas em vários autódromos pelo Brasil afora desde o Rio Grande do Sul até Fortaleza.

O Material me foi gentilmente cedido pelo meu amigo Anelito, grande colecionador de carros antigos de Brasília e um apaixonado por automobilismo e máquinas especiais.

Um bom final de semana para todos.

A capa da enorme fulinha


Largada da prova 500 km de Fortaleza em 19 de outubro de 1969. Em premeiro plano duas Alfas Romeu GTA da equipe Jolly pilotadas pelas duplas Emilio Zambello e Ubaldo Cesar Lolli e Marivaldo Fernandes e Luis Fernando Terra Smith, vencedores da prova.

 

Largada da prova XIII Antoninho Burlamaque Porto Alegre Cachoeirinha a Capão da Canoa/ RS realizada em 11 de fevereiro de 1968. Chevrolet Corvette 54 piloada por bica votnamis, Mark I nº 21 pilotado por Luiz Pereira Bueno, vencedor da prova,  e DKW Malzoni nº 9 pilotado por Henrique Iwers.


Prova II 4 horas de Florianopolis realizada em 20 abril de 1969.


Alfa P33 da Equipe Jolly pilotada Marivaldo Fernandes e Carlos Pace, vencedores da prova 500 km de Salvador em 1969.


Alfredo Santilli pilotando o Eclipse Especial Oldsmobile nº 19 construido por Victor Losacco na prova Premio Santos Dumunt Autódormo de Interlagos em 16 de dezembro de 1956.


Antonio Carlos Aguiar  em dupla com o seu pai Arlindo Aguiar com Duchen Especial nº 7 na prova 500 km de Interlagos 61 chegando em 24º lugar na geral e 11 lugar na categoria mecanica nacional.


BMW 2002 Spider 8 conhecida como Esquife pilotada por Roberto Dal Pont e Willy Otto Jordan perseguida pela Alfa GTAM nº 25 pilotada por Abilio Diniz na prova 6 Horas de Interlavos realizada em 4 de julho de 1971.


BMW pilotada Chico Landi e Jan Balder vencedor da prova 500 km de Porto Alegre no circuito de Pedra Redonda realizada em 11 de agosto de 1968 e enterrou a competitividade das carreteras do Rio Grande do Sul.


Carreteras alinhadas para a largada da prova 500 Quilometros de Porto Alegre no circuito da Pedra Redonda realizada em 15 de junho de 1958.


Fusca nº 29 pilotado por Enio Sandler e  Vilson Drago e dkw nº 99 pilotado por Francisco Feolli e Roberto Giordani na prova III 12 Horas de Porto Alegre no Circuito Cavalhada  da Villa Nova realizada em 14 e 15 de dezembro de 1968.


Haroldo Vaz Lobo com Carretera Ford Coupe nº 5 vencedor da prova Edmundo Dal Lago no circuito Guabirotuba em Curitiba, prova  realizada em 11 de outbro de 1963.


Largada da prova 6 Horas de Pelotas realizada em 11 de agoto de 1963, vencedores na geral Lauro Maurmann Junior e Renato Petrillo pilotando o FNM JK nº 25.

Abaixo, uma resenha do piloto Haroldo Vaz Lobo

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

REMINISCÊNCIAS BRASILIENSES - WAGNER ROSSI

O Post sobre a foto que o Wagner Rossi me mandou ainda continua repercutindo muito bem e ele acaba de me mandar um pequeno relato da época em que corria.

É isto que eu quero, que pilotos e ex pilotos que participaram do cenário automobilístico antigo, contem as suas histórias, corridas, bastidores, coisas que os expectadores nunca ficaram sabendo.

WAGNER ROSSI E CATANHA - "UM BOCAL DO TANQUE DE COMBUSTÍVEL 4 VEZES MAIOR DO QUE O ORIGINAL".

"Muito legal essa idéia do Quizz!

Não vou perdoar o Catanha por ter me esquecido nessa corrida assim como ele também não vai me perdoar por eu ter esquecido dele. E ele tava lá!!!!

Falando em Catanha, amigo queridíssimo e que a gente adora, foi daqueles que a gente nunca vai esquecer! Esse Super 8 da corrida em Brasília, foi se não me engano a primeira ou segunda etapa do Brasileiro de Turismo de '79 (poderia até se dizer que era a Stock Car da época). Todos estavam lá como Paulão por exemplo. Eu nunca tinha andado de Opala 4.100 na minha vida e aí acabei comprando esse do nosso amigo Tonicão Peixoto. Comprei pra correr essa prova em Brasília. Como estava muito em cima da corrida, decidi apelar para o meu mestre dos 6 cilindros, Zé Catanha, e fomos ali pro lado de Águas Claras que na época tinha uns bons retões. Zé me deu uns toques e depois de uma hora de treinamento me soltou solo praquela tourada que foi essa corrida de Brasília. Cheguei a andar em oitavo mas acabei em décimo por conta de uma atravessada na curva do desespero e consequentemente uma visita na grama. 
  

Wagner Rossi nos bastidores da Stock de 79 em Brasília

Outro fato engraçado dessa corrida (que foi a minha única de Opala) é que eu fui de casa andando no carro de corrida pro autódromo pro primeiro dia de treino. Aí saí muito atrasado (morava na QI 05) e isso era umas 8 da manhã, quando cheguei na curva em frente ao Gilberto pra pegar a ponte mais antiga, passei da freada e pra não bater numa senhorinha acabei rodando e ao mesmo tempo fazendo um escândalo por conta do barulho que os pneus cinturatos CN36 faziam quando se arrastavam. Acordei o Lago inteiro! 

O Opalão nº 4 do Wagner Rossi

Depois te mando umas fotos dos 1.000 Km de Brasília de 1981 que acho bacana também recordar pra se somar com tantos outros títulos e feitos desses aventureiros maravilhosos do nosso Planalto. Nesse ano, 1981, o Ruyther Pacheco e eu fizemos dupla no Fiat da Eldorado e ganhamos na classe até 1.600cc e ficamos em quarto na geral. Foi um feito pra gente e pra Fiat na época! Tudo isso graças as loucuras do nosso Tio Patinhas Tulio Tamanini que inventou  um bocal do tanque de combustivel 4 vezes maior do que o original e com isso a gente tinha uma autonomia incrível parando menos que os outros. E tudo isso dentro do regulamento, ou seja, o Tulio descobriu que o tanque tinha que ser o original mas não se falava nada do tamanho do bocal no regulamento. Pra mim o bocal faz parte do tanque mas a idéia na época colou e a gente se deu bem! Cabia mais gasolina no bocal do que no tanque inteiro. Só de Brasília mesmo pra vir essas loucuras!

Tem muita coisa linda dessa época e que os nossos amigos poderiam aproveitar esse seu Blog maravilhoso pra irem postando! É reviver em capítulos uma época dourada e que só pode voltar se for na memória!"

Mais uma vez, muito obrigado ao Wagner Rossi.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CLÁSSICOS DO CINEMA

Esta é mais uma cena clássica do cinema e que compôs o meu perfil do mês. Mas é do cinema brasileiro.
Para mim é um dos maiores clássicos do cinema brasileiro e um dos ou o melhor filme já feito por brasileiros.
Na cena da morte da cadela Baleia o cineasta NPS utiliza uma câmera subjetiva focalizando Baleia em agonia e intercalando planos em que preás começam a se espalhar sobre a paisagem seca durante horas esperando que baleia adormecesse. A  cena ficou tão perfeita que jerou uma polêmica e os organizadores do Festival de Cannes desconfiaram que os diretores do filme tivessem sacrificada a cadela Baleia.
Então o cineasta NPS mandou que trouxessem Baleia para Cannes e assim eles se surpreenderam e puderam constatar que Baleia estava viva e muito bem, tornando-se atração do festival.

Prêmio do OCIC e prêmio dos Cinemas de Arte em Cannes, 1964 e indicado a Palma de Ouro.
- Melhor Filme na Resenha de Cinema de Gênova, 1965.
- Único filme brasileiro indicado pelo British Film Institute, como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca.

Que filme é este, o diretor e os seus atores e que importância este filme tem para a história do cinema brasileiro? 

Um bom final de semana para todos.

A cadela Baleia e o menino

Nunca um filme retratou tão fielmente a miséria, a seca e a fome. Os retirantes em busca de um lugar ao sol. Ao sol!!!

Atualizando em 09/10/2011:

O filme é "Vidas Secas", baseado no livro homônimo de Graciliano Ramos.

RESUMO DO FILME:

Vidas Secas é história de uma família de retirantes, Fabiano, Sinha Vitória, o menino mais velho, o menino mais novo e a cachorra Baleia, que, pressionados pela seca, atravessam o sertão em busca de meios de sobrevivência. Adaptação duplamente fiel ao livro de Graciliano Ramos, fiel à história e fiel à maneira de contar a história, o filme de Nelson Pereira dos Santos traduz o estilo do escritor sobretudo na composição da imagem e no tom da fotografia, intencionalmente super exposta, feita quase só de branco, de uma luz que agride como o sol do sertão. Muitas vezes premiado em festivais internacionais (entre eles prêmio do OCIC e prêmio dos Cinemas de Arte em Cannes, 1964; melhor filme na Resenha de Cinema de Gênova, 1965), Vidas Secas tem Atila Iório no papel de Fabiano, Maria Ribeiro como Sinhá Vitória, Orlando Macedo como o Soldado Amarelo e Jofre Soares como o fazendeiro. Ainda no elenco, os meninos Gilvan e Genivaldo e a cachorra Baleia.
O elenco:
  • Átila Iório .... Fabiano
  • Genivaldo Lima
  • Gilvan Lima
  • Orlando Macedo .... soldado amarelo
  • Maria Ribeiro .... Sinha Vitória
  • Jofre Soares .... fazendeiro
  • Pedro Santos
  • Maria Rosa
  • José Leite
  • Antônio Soares
  • Clóvis Ramos
  • Gilvan Leite
  • Inácio Costa
  • Oscar Souza
  • Vanutério Maia
  • Arnaldo Chagas
  • Gileno Sampaio
  • Manoel Ordônio
  • Moacir Costa
  • Walter Mointeiro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MIL KM DE BRASILIA DE 1968


Um material muito legal sobre os Mil Km de Brasília de 1968 foi postado pelo meu amigo Mestre Joca algum tempo atrás. Com sua autorização, replico aqui o post, escrito por ele na primeira pessoa. Espero que gostem. Aliás, estive presente nesta prova e a assisti em sua grande parte em cima do paredão da rodoviária. Mas fiquei perambulando ali pelas redondezas, inclusive, no bacião do rodoviária:

"Assim como paulistas, cariocas e gaúchos tinham as Mil Milhas Brasileiras em Interlagos, nós, humildes mortais do Planalto Central, tínhamos os Mil Quilômetros de Brasilia - ou suas anteriores versões intituladas de 12 Horas - como o momento máximo do automobilismo local. Era a oportunidade de vermos os volantes (como se dizia na época) locais e seus carros em confronto direto com o que de melhor havia no Brasil da época.

A edição de 1968 - minha segunda corrida "oficial" - se revestiu de uma especial importância pela estréia ou apresentação de alguns carros que marcariam nossa história: a estréia e primeira vitória do Bino Mark II com Luis Pereira Bueno e José Carlos Pace, a apresentação da nova versão fechada do Fitti-Porsche (vejam numa brevíssima passagem aos 31 segundos !), as BMW 2002 TI no Brasil, a brilhante participação do Fusca Cascão/Brasal de Carlão/Tito Passarinho (6o. lugar) que começaria a mudar a história dos VW nas corridas brasileiras, o Alfazoni, os patinhos feios Camber e Achcar, além da habitual legião de Alfas JK, DKW, Gordini e Berlinetas Interlagos.



Daí vem o Dú Cardim e numa especial cortesia do Blog do Luizinho me presenteia com um vídeo inédito sobre esta corrida tão especial. Aqui pode-se ver parte daquele belo e monumental circuito de rua, incluindo principalmente a reta da Esplanada dos Ministérios, o famoso Curvão - ou Bacião da Rodoviária -, as bandeiradas hilárias das diversas "autoridades" que praticamente se revezavam carro a carro, a famosa "curva dos noventa" embaixo da Rodoviária seguido do Paredão onde estampou-se o estranho Caçador de Estrelas II do Bica Votnamis/Roberto Gomez.

Finalizando, a célebre invasão de pista no final junto ao pódio e, em breves aparições atrás de Greco e seus pupilos, a figura do Sr. Ramon Von Buggenhout que já foi assunto de post no
Blog do Mestre Joca, encimada por sua inconfundível boina basca.

Outros e gloriosos tempos que tive a felicidade de presenciar no verdor de meus quinze anos. Assim como o Jovino, o Edmundo Gonzaga, e o Nasser que naquele tempo já pilotava.

domingo, 2 de outubro de 2011

REMINISCÊNCIAS BRASILIENSES - SOL DE PRIMAVERA

Tenho um amigo que comia, bebia e se vestia de rock and roll. Lá pelos idos dos anos 70, trabalhava a semana toda fantasiado de funcionário público e vestia calça de tergal, camisa social com sapato todo brilhando e cabelos bem penteados e tinha um comportamento típico de funcionário dedicado que cumpria o horário, era eficiente na execução de suas tarefas diárias e chegava cedo em casa para, no dia seguinte, dar continuidade à sua jornada semanal de trabalho.

Concerto "Cabeças" na 307 sul nos idos dos anos 80. Brasília tinha uma atividade cultural
 muito forte onde haviam shows musicais e teatrais. O Tonico é o sem camisa ao meu lado
Mas quando chegava sexta feira, o cara se transformava e ele se vestia de "Hipponga de AP" soltava os cabelos que ficavam amarrados a semana toda, vestia a sua surrada calça Lee comprada na Zona Franca de Manaus, camiseta remendada e saía em busca das festas pelas redondezas da Asa Norte e do Lago Norte levando a tira colo um montão de vinis de puro rock and roll, com predileção pelas bandas de rock pesado, como eram chamados naquela época.

O seu nome, Tonico, o "Tonico Maluco", super gente boa, uma criança no tratar com as pessoas e torrava grande parte do seu salário na compra de discos vinis e os escolhia pelas capas deles, nunca pela qualidade, pois quanto mais louco e psicodélica fosse a capa, mais lhe agradava e a cada 10 discos comprados por ele, apenas uns dois se salvavam.

Passou mechas loiras em seu cabelo antecipando à onda Punk mesmo sem saber e antes dela chegar ao Brasil e assustavam as pessoas com o seu visual incomum.

Mas uma vez fomos a Discodil, discoteca que ficava no Conjunto Nacional de Brasília e que foi o primeiro shopping construído em Brasília onde os jovens da época circulavam a procura das cocotinhas soltas.

Pela primeira vez o Tonico resolveu comprar um disco de artista brasileiro, o que era inconcebível para ele naquela época.

O meu Simca Tufão 65 que, depois de selecionarmos os discos preferidos,
os gravávamos em fita K7 e as ouvíamos no TKR auto reverse com cara cromada
Mexeu, fuçou todas as gôndolas de discos, passeou pelas seções de rock, e, surpreendentemente, foi até a seção de MPB e escolheu um disco com capa bem envelhecida retratando um jovem, fugindo das características que ele gostava.

Concretizada a compra, fomos ouvir a novidade e eu imaginava que se tratava de mais algum disco sem nenhuma expressão, pois nunca havia ouvido falar em tal artista.

Colocamos-o para rodar no Garrard Gradiente máscara negra e aos poucos fomos ouvindo as faixas e começando a gostar daquela novidade para nós.
O Rack com o Gradiente Máscara Negra com os potentes 180 wats para a época
que guardo  até hoje juntamente com uns vinis daquela época  e que funciona
 perfeitamente.
O artista, Beto Guedes, o mineirinho com voz de menino chorão encantou a todos nós rockeiros e logo fomos participar a novidade para a turma, embora alguns rockeiros e rockeiras mais radicais não aprovassem a ideia imediatamente, mas aos poucos foram cedendo e pedindo o vinil para ser gravado.  

O vinil é esta aí: "A página do Relâmpago Elétrico"
Depois, com o sucesso do disco, o Beto Guedes lançou outros e entre as músicas que fez muito sucesso, destaco "Sol de primavera", paixão maior das menininhas na flor da idade e que ouviam a música até "furar o disco".



Infelizmente, as drogas entraram em sua vida e quase acaba com ela. Perdeu o convívio com os filhos, a mulher separou-se dele e ele veio afundando cada vez mais, envolvendo-se com pessoas erradas e foi internado algumas vezes. Embora tente se livrar de tudo isto, existem pessoas que param no tempo e continuam sonhando como se estivessem ainda no passado, passado este quando ousamos sonhar em sermos um pouco parecidos com os nossos ídolos e quando tínhamos amigos verdadeiros. 

Tonico e sua Intruder 1400 a uns 7 anos atrás e sua filha e minha afilhada Jackeline
 Como estamos em plena primavera, Sol de primavera, a bela canção que encantou muita gente naquela época.