quarta-feira, 20 de março de 2013

REMINISCÊNCIAS BRASILIENSES - OS AMORTECEDORES DO MEU SIMCA

Descobri a foto abaixo há alguns meses atrás. É de um Simca Tufão que eu tive no início dos anos 80 quando ele ainda era Chumbo metálico. Depois, o pintei de preto Cadilac. No retrato, o meu amigo de infância "Toin" (aliás, nem sei o seu verdadeiro nome) no estacionamento do Bar que frequentávamos naquela época na comercial da 312/313 norte. 

 
Ali atrás está a Planalto de Automóveis, revenda Ford onde corria o piloto brasiliense Paulo Cesar Lopes, o PC (motivo do post abaixo), com o Mavecão azul pavão. Este era um ponto de encontro da nossa galera, principalmente, na época em que corríamos na Hot Dodge (tínhamos uma turma de amigos de uns 10 pilotos) e depois dos treinos e corridas íamos para lá tomar umas e outras e jogar conversa fora.  
Postei esta foto no face book e me lembrei do problema de amortecedores dianteiros que eu tive e não conseguia resolver. Até que um amigo me sugeriu que eu escrevesse para o "Clube da Simca" para que eles me ajudassem.  
O cara me respondeu dizendo que não era "Clube da Simca" e sim "Clube do Simca". 
Legal, aprendi mais uma sobre "o" Simca, mas a ajuda que eu queria, ele não me deu. 
 
A inspiração da pintura foi o Lotus Preto e Dourado de Emerson Fittipaldi ( a quadra era a 304 norte e o apartamento era funcional que o comprei em 1990 quando o Collor assumiu o governo. Foi a única coisa boa que ele fez para nós servidores públicos)
Na época, o ministro da Justiça era o tão festejado Paulo Brossard, ferrenho crítico dos governos anteriores e muito cultuado pelos pseudos esquerdistas brasileiros. 
Mas quando assumiu este ministério, veio com um discurso mais conservador e ficou muito conhecido porque usava um chapéu tipo "Al Capone" e alguns engraçadinhos encheram o seu chapéu de moedinhas quando ele foi a uma festa e o deixou em cima de uma mesa. 

 Eu dando uma saída para um rolé na cidade
 
Eu já estava puto da vida porque o Clube do Simca nunca respondia às minhas cartas (naquela época era carta mesmo) e aí um amigo teve a brilhante ideia de fazer uma brincadeira com eles: mandou uma carta com o seu sobrenome de "Brossard" para ver como eles reagiriam à um sobrenome importante do governo brasileiro e, para a minha surpresa, não é que eles responderam prontamente, inclusive, se oferecendo para levar os meus amortecedores para o conserto! Logicamente que eu nunca mais correspondi com eles. 
 
Motor do Opala 6 bocas com diferencial do Dodge

E AS HISTÓRIAS DAS BLITZ:
 
Um outro acontecimento foi quando eu estava subindo o eixinho norte para ir à uma festa quando peguei uma blitz logo à minha frente. Tinha, na época, um Santana cupê prata e rebaixado com rodas de liga leve. Pararam-me e logo o guarda me pediu a minha habilitação e o documento do carro. Conferiu tudo, mas aí começou a implicar com as rodas e pelo fato do carro estar rebaixado e foi intransigente dizendo que o carro teria que ser recolhido ao depósito do DETRAN.  
E eu tentando argumentar para que ele não levasse o carro preso até que apareceu o oficial que estava comandando a operação da blitz e pegou os meus documentos, os conferiu, e chamou o guarda no canto e falou para ele baixinho alguma coisa que eu não consegui ouvir. O guardinha retornou meio sem graça e me perguntou o que eu era do "Major Benevenuto" (o mesmo sobrenome meu) e eu agilmente respondi para ele com uma pergunta: o titio Bené!!! Você conhece o titio Bené? 
Então o guardinha voltou ao seu chefe e ele disse: “libera o cara, libera logo”. E ele voltou e me devolveu os meus documentos. 
Enfim, fiquei sabendo que o "Major Benevenuto" era comandante ou alguém importante dentro da PM do Distrito Federal e eu fui liderado por este motivo, possivelmente, um parente distante ou não. 

PUMEIROS AUTORIDADES DO DETRAN

Recentemente, em 2011, havia tomados umas cervejas lá na sede do VCC e eu peguei o meu puminha e saí para ir para casa. No início do Eixão Sul, uma blitz (nunca tinha visto uma blitz naquele lugar) e um PM sinalizou para que eu parasse o carro e o estacionasse ali do lado. Veio meio ríspido e me pediu a minha carteira de habilitação e os documentos do carro.
Dei-lhe os documentos, ele começou a conferir a documentação e começou a fazer perguntas a respeito do carro (geralmente eles gostam do carro e ficam nos perguntando pela curiosidade da raridade) e eu já estava ansioso e com medo que ele me pedisse para soprar o bafômetro até que ele curvou o corpo e me viu melhor dentro do carro e disse: Ah, pode ir, tudo bem!.
Desde então eu fiquei encucado do porque daquele PM ter me liberado assim derrepentemente sem pedir para que eu soprasse o bafômetro. Passou algumas semanas e nós estávamos no Pontão do Lago Sul fazendo um pré-encontro do Encontro Nacional de Pumas que faríamos em outubro daquele ano.
Na carreata, o antigomobilista, Renato Malcotti, para a minha felicidade, cedeu-me o seu raríssimo GT Malzoni para que eu liderasse a pumeata que faríamos nos pontos turísticos de Brasília com direito a gravação de um vídeo para ser exibido a nível nacional.

 Os GTs Malzonis: o branquinho é o de Renato Malcotti e o Amarelo é de Roberto Nasser que participaram da pumeata.
Parada da pumeata no estacionamento do STF. (lá na frente está o prédio do Congresso Nacional)
 
Ao final da pumeata, eu e o pumeiro Ernestinho (veja no vídeo abaixo) fomos devolver o GT Malzoni para o Malcotti lá na residência dele no lago sul. Pegamos o maior toró no início da ponte JK e que foi complicada ainda mais porque o limpador de para-brisa do GT Malzoni insistia em não funcionar.


O vídeo com o GT Malzoni na ponte JK e o toró que pegamos (repare, nas imagens on board do video, a minha camiseta amarela e preta semlhante à do DETRAN).
Chegamos à residência do Renato e devolvemos a preciosidade e ele chamou um taxi para nos levar de volta ao Pontão.
Quando entramos no taxi (eu e o Ernestinho com camisetas do clube, amarelo e preto), o motorista do taxi perguntou se nós éramos do DETRAN é aí a fixa caiu do porque que o PM me liberou da exigência de soprar o bafômetro: a nossa camiseta é quase que igual à camisa do DETRAN, diferenciando apenas no logotipo.
Enfim, depois que descobri que era "otoridade" do Departamento de Trânsito do DF, passei a usar mais a minha camiseta amarelo e preto, deixando a branco e preto de lado.
 
Obs: iria escrever apenas a história dos amortecedores do meu Simca, e ela puxou as outras.

5 comentários:

  1. Jovino,
    Você sabe onde está esse Simca hoje? Pergunto porque de vez em quando vejo um preto com rodas pretas e escape mais livre na 211 Sul.

    ResponderExcluir
  2. Marcos, eu acredito que não porque este eu o vendi para um cara de taguatinga que o pintou de vinho e muitos anos deopis eu o vi em uma exposição do VCC lá no Terraço Shopping. Depois contatei este dono do Simca e ele me falou que o vendeu para Belém do Pará. Mas quando o vi, ele já estava todo desfigurado. Jovino

    ResponderExcluir
  3. Jovino,
    belo texto e fotos, com relação " A SIMCA" ja ouvi muitas outras por aí.

    A BMW
    A MERCEDES
    A CARAVAN

    Tem alguns que chegam a falar " A OPALA "

    Não sou uma maravilha em Portugues mas acho que está tudo errado, afinal todos são " UM AUTOMOVEL " e não " UMA AUTOMOVEL ".
    Continue a nos brindar com seus relatos e fotos.

    Abraço,

    Pepe

    PS: ainda não consegui os numeros de telefone que voce me pediu.

    ResponderExcluir
  4. Fabiani C Gargioni #2721 de março de 2013 11:16

    Bela(o) o teu(a) SIMCA Jovino!!!

    ResponderExcluir
  5. Valeu Pepe. Fico no aguardo. Vamos reunir a nossa turma das Hot Dodge. Jovino

    ResponderExcluir