segunda-feira, 4 de junho de 2012

POLÊMICA NA "CURVA DO CAFÉ"

Recebo email do "Comendattore Ceregatti", um grande apaixonado por Interlagos, indignado com mais um "desmando" da CBA quando eles enviaram um ofício (mais abaixo) comunicando com poucas linhas que todas as provas disputadas em Interlagos a partir de agora deverão passar pela tal "Chicane" que foi criada para conter a velocidade das baratas depois de alguns acidentes mortais na chamada "Curva do Café".
O interessante é que a nova medida da CBA só vale para as competições nacionais, mas a Formula 1, não. Porquê será!!!
Com a palavra "Ceregatti".

"Como assim?
Três linhas só?
“…informamos que é obrigatório…”????
Poxa vida, Sr. Pinteiro… Já experimentou contornar aquele arremedo de curva?
Dar na zebra, perder a frente, se espremer na saída e rezar para não alavancar a traseira de frente para o muro, com o carro desequilibrado?
Aquilo não é uma chicane. Nunca foi. É (mais um) erro gigantesco do Autódromo de Interlagos nessa gestão, um equívoco injustificável. Fora mais um estupro de uma pista já mutilada há muito.
De fato é um arremessador de carros, um desequilibrador estático, pronto para punir a pilotaida mais afoita.
De nada serve: reduz de fato a velocidade na aproximação da curva do café (quem inventou esse nome, pô? Por toda a vida foi a subida dos boxes, até isso mudaram…).
E justamente logo após a “nova junção”, detonando todo um trabalho pela pista inteira para preparar uma ultrapassagem lá na frente. Bem no meio, uma brochada… Não tem a menor graça.
Se fizer “na mão” e lançado a junção, na hora de sair de trás do oponente dá de cara com a tal “lamentável chicane demolidora de habilidade”.
No caso do Campeonato Paulista, a coisa piora muito em relação a outros campeonatos com pilotos profissionais, como Stock Car e outros que se utilizam dela.
Noventa e nove por cento ou mais de quem corre no paulista é gentleman driver, que não treina, que não está preparado para reagir a uma chicotada de frente ou de traseira, desequilibrando o conjunto. Além do que afunila tudo ali.
No lugar de se evitar acidentes, proporciona meios para que ocorram.
Não nos esqueçamos que o muro atual é igualzinho da Formula Indy, mais absorvente que OB. Mais macio do que seda. E os pneus que travavam o carro que escapava, agora não estão mais lá, portanto… Tá tudo no jeito para corridas seguras.
Na mutilação do Templo, não sobrou nenhuma curva de alta, como as originais 1, 2, 3, 4, subida do lago, curva do sol, junção e curva dos boxes (que virou café) originais…
Uma que se tornou de média velocidade agora desejam assassinar também? Nenhumazinha curvinha de alta, pô?
Peço encarecidamente que se revogue tal determinação.
Na próxima quinta, dia 7, treinarei novamente no Templo de Formula Vee. Não quero moer a suspensão, nem estressar o chassis para vir tempo, voando sobre uma zebra que é uma verdadeira catapulta. Além de perder a referencia da pole da última prova, Sandro Freitas virando 2.04.615.
Também não quero ver chegar a tal em terceira de cano cheio, ter de levantar o pé, e depois ter uma lenta retomada de velocidade em quarta, com o cambio original VW.
Peço que os pilotos que aqui lêem se manifestem, mandando e-mails diretamente ao Sr. Pinteiro. Você poderia achar e publicar, né não, FG? Assim a gente pede a ele diretamente, sem escalas, tentando sensibilizá-lo.
De minha parte, já liguei pra ele, pedindo e insistindo.
De brinde, aí vai o telefone celular do nosso presidente: (81) 9971-8587
Movam-se, pilotos mudos!
Ou vocês acham que se a gente ficara parado algo cai do céu?
Mexam-se!!!!


Abaixo a opinião do jornalista especiailzado em automobilismo, Flávio Gomes.

"Acho uma merda. Essa chicane nem para Stock e outros serve. As batidas no Café acontecem muito mais por imprudência e imperícia dos pilotos do que pela natureza da curva. No ano passado, quando Sondermann morreu, todos os próceres de Interlagos e do automobilismo brasileiro posaram para fotos onde seria derrubada a arquibancada para a construção de uma área de escape.
Não derrubaram a arquibancada e não fizeram a área de escape, claro. Mas todos saíram nas fotos, com ar compungido".
O Ofício da CBA
Abaixo, fotos da "Curva do Café" desde a sua criação, a trocentos anos atrás.
"Curva do Café". Uma Carreteira, acredito ser na década de 40 ou 50.
"Curva do Café". Década de 60. Me parece Simca ABART do Jaime Silva, Gordini do Lapagesse, entre outros.
"Curva do Café". A trinca dos KGs da equipe DACON, também, no final da década de 60
"Curva do Café". Anos 70. Me parece a a Lola T70 Mk 3  da equipe Brahma disputando a Copa Brasil!
"Curva do Café". Final dos anos 60 e início dos 70. BMW, AC Volkswagem e possivelmente o puminha de Angi Munhoz!!!
"Curva do Café". Também década de 70, Porsches, Lola T 210, Lotus, e outros protótipos.
"Curva do Café" nos anos 70. Heve de Muricio Chulan, o protótipo Camber de Alex e Luis Estêvão,  o  AC no final, etc.
"Curva do Café". Divisão 1, também acredito ser no final dos anos 70.

As fotos me foram encaminhadas pelo Ceregatti e algumas são do grande fotógrafo Rogério P.da Luz.

domingo, 3 de junho de 2012

QUIZZZ BRASILIENSE HISTÓRICO

Que carros são estes? De onde vieram e que categoria eles participaram do automobilismo brasiliense e em que ano foi e quem eram os seus pilotos?

As fotos fazem parte do acervo do Leo Samara "Manga" que disponibilizou o seu acervo para o Mocamo blog.

terça-feira, 29 de maio de 2012

RICARDINHO NHEN NHEN NHEN

Há muito tempo estava querendo fazer uma homenagem ao meu amigo Ricardinho Nhen Nhen Nhen, um cara muito querido aqui em Brasília no meio automobilístico falecido em 1990 e somente agora é que consegui juntar o material suficiente para esta homenagem.
O Ricardo era um apaixonado por automobilismo e dedicou a sua vida a esta paixão.
O conheci na época em que o meu irmão tinha uma reguladora na asa norte e o Ricardo havia fechado a sua oficina e foi trabalhar com ele.

Lembro-me dele correndo com o fusca vermelhinho da "Ponto Exato" e dava um calor incrível nos Opalas e Mavecos da extinta Turismo Força Livre no final da década de 70, e, também, nesta época, de vez em quando, colocava um Dodge na Hot Dodge e faturava a corrida, como mostra as fotos e matérias de jornais da época mais abaixo.
Começou no kart, como muitos pilotos daquela época, passando por fórmulas e carros de turismo e era um grande amigo de Nelson Piquet. Começou correndo na antiga Formula V 1300 no início da categoria com um carro construído por Waltinho Ferrari e preparado pelo Giba e chegou a largar em segundo numa prova aqui em Brasília e abriu de todos na primeira volta até rodar no final da reta dos boxes quando pegou óleo de um carro que havia estourado o motor e que deixou um rasto de óleo na pista. Nesta época, segundo o Ricardo, o Nelson já havia tomado o rumo da Europa para correr na Formula 3 Inglesa e o Waltinho Ferrari da Ideal iria investir nele, mas por algum motivo que não me lembro agora, acabou não dando certo. Depois, comprou um Fórmula V 1300 da Polar e disputou as temporadas de 78 e 79..
Conversei uma vez com o Nelson Piquet a respeito do Ricardo e ele me falou que ele foi um dos seus melhores amigos.
O Ricardo era quem nos passava informações sobre o Nelson quando ele já estava na formula 1 e torceu muito para o seu 4º campeonato que acabou por não vir.
Naquela época eu tinha um Simca Tufão 65 com mecânica do opala 6 cilindros com diferencial do Dodge e era o Ricardo quem o regulava, dava um trato, adiantava o comando e o Simcão andava pacas, mas nunca consegui ganhar dele na época em que fazíamos os nossos pegas "no circuito particular" em frente à Casa do Ceará.
Ele com um chevetinho com pistões do opala 4 cilindros à álcool andava na frente de todos nós em nossas sextas feiras quando juntavam um monte de carros depois do expediente da oficina e de algumas cervejas.

A explicação do porquê do apelido de "Nhen Nhen Nhen" é dada pelo próprio Piquet no início do vídeo lá embaixo.

O começo no kart no circuito do Cenabra
Aqui, o Ricardo sentado no quase protótipo que, segundo o Ruyter Pacheco, foi idealizado e construído por Nelson Piquet num treino lá no Pelezão. O piloto seria o Araí ou o Ruyter Pacheco!!!
Este é o circuito improvidado no estacionamento do Estádio Pelezão no início dos anos 70.
O fusquinha 62 que era preparado pelo próprio Ricardo
Esta pista existia até há alguns anos. Paulinho Baeta e Ricardo. Hoje virou especulação imobiliária e tem muitos prédios construídos lá.
Alinhado para alguma prova no Pelezão
Formual V 1300  da Ideal
Aqui já são provas disputadas no autódromo Nelson Piquet no início dos anos 70
Como vêem, o Ricardinho tocava tudo que é tipo de carro e o opalão foi um deles
O Chevetinho 54, acredito que deve ser alguma prova de longa duração, provavelmente, os Mil km de Brasília de 1975.
Ricardo fazendo dupla com Oscar Carvalho
Aqui o Chevetinho do Ricardo começando a contornar a curva do Placar.
Que belo visual
Evandro Faleiros sendo empurrando pelo chevetinho do Ricardo.
Formula V 1300 construído pela Ideal em Goiânia
Largada para a prova citada acima da Formula V 1300. A matéria está abaixo.
Acima, mais uma vitória do Piquet e a prova que o Ricardo correu e que largou em segundo.
Os personagens desta prova. De chapéu de boiadeiro é o Badaraco, Ricardo, Davi Troncoso e Luis ...
Largada da Formula V 1300 em 1976
O Ricardo é o carro amarelo com faixa azul com o Chico Serra logo a sua frente.
O Polar Formula V 1300 com que ele disputou os campeonatos de 78 e 79
Autódromo de Interlagos em 1976
Ricardo com Polar Formula V 1300. Autódromo de Jacarepaguá 1979
Matéria de algum Jornal aqui de Brasília com a vitória do Ricardo na Hot Dodge em agosto de 82. Ele participava exporadicamente, mas chegava lá, botava tempo em todo mundo e ganhava a prova.
Turismo Força Livre em 1981. Ricardo e o fusca da "Ponto Exato". Veja que ele está botando uma volta no Juarez Cordeiro no Passatinho da Pneulândia. O opala ao lado do Passat acredito ser o Nelson "Bola" Lacerda.
O Fusquinha "Ponto Exato", oficina do Ricardo que ele disputou a TFL.

O Vídeo abaixo foi feito pela extinta Rede Manchete quando da conquistas do tricampeonato pelo Piquet. O Piquet fala do Ricardo quando ele foi correr em Belo Horizonte, pegou o fusquinha da mãe do Alex que ficou na oficina para fazer revisão de freios e o Nelson instalou, motor, freios a disco e depois de tudo pronto não tinha grana para viajar e foi quando ele procurou o Ricardo que tinha apenas 100,00 dinheiros da época e foram para BH. A história está no video abaixo, além da corrida de opala que ele fez com o Pedrão em Goiânia e que tiravam peças do opala de outro amigo, o Catanha para continuar na corrida.



Todo o acervo de fotos me foram passados pelo Cláudio Teixeira, irmão do Ricardinho Nhen Nhen Nhen, exceto a do fusca "Ponto Exato" que me foi cedida pelo Napoleão Ribeiro.  a quem agradeço.

domingo, 27 de maio de 2012

"O PASSAGISTA HARMÔNICO" CESAR ADED

Conheci o Cezinha Aded há uns três anos atrás quando o meu amigo Carlinhos "Lapa" Pontual andou pesquisando sobre o Elgar GT 104 e acabou por descobrir alguma matéria que fiz em meu blog, e, através do Mocambo Blog, nos conhecemos e ficamos grandes amigos e ele me convidou para conhecer a turma que frequentavam o Bar da Lapa a mais de 40 anos.
Lá tive o prazer de conhecer uma turma que chegou nos primórdios da construção de Brasília, aqueles jovens que viveram muito a sua juventude, que gostavam de carros, motos, mulheres, festas e que curtiram bastante a sua época. Época da casa de massas Mocambo, point dos encontros da juventude sessentistas aqui na recente inaugurada capital federal.
O Cezinha Aded era o "Passagista" das provas de ruas de Brasília, principalmente, os Mil quilômetros que era realizado todo 21 de abril.
O "Passagista" para quem não sabe, era quem fazia as anotações dos carros que disputavam a prova, só que era uma verdadeira loucura. Tinha umas cinco pessoas que ficavam em pé atrás dele e os carros iam passando e cada um anotava uma quantidade X de carros e iam falando para ele quando tais carros passavam e ele lançava no mapa da prova.
Alí era feito todo o mapa das corridas de ruas de Brasília.
Mas descobri, que, além de "Passagista", ele também era delegado (hoje aposentado) e um grande tocador de Gaitas.

ATUALIZANDO 28/12/12:

Recebi a mensagem do Cesinha Aded explicando mais detalhadamente como fazia o "Passagista":
"Olá pessoal amigo, hoje está sendo um dia muito feliz para mim, porque fui lembrado por um Blog especializado em automobilismo e até homenageado com um dos meus vídeos, onde foi retratada uma fase muito importante da minha juventude, época em que integrava a equipe oficial de cronometragem da Federação Automobilística de Brasília, nos ídos de 60/70, numa função super-espinhosa, que era a de registrar, durante as provas automobilísticas realizadas na Capital Federal, naquela época, a passagem dos automóveis competidores (função que recebia a denominação de "passagista").
Imaginem vocês e gente anotando os números que eram "gritados" em nossos ouvidos, em meio ao ronco de dezenas de carros passando a sua frente ao mesmo tempo, daí porque disse: "espinhosa função".
Eu ainda levava pequena vantagens sôbre os outros dois passagistas que sentavam ao meu lado, porque naquela época estudava taquigrafia na UnB, para prestar concursos para taquígrafo de debate da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (não fui reprovado porque desisti deles).
Detalhe: atrás de nós três passagistas, postavam-se também três pessoas encarregadas de "cantar" em nossos ouvidos os números das "feras". As tres fitas de papel pautado eram em seguida vistas e comparadas por um conferente, que por um critério de coincidências dos números anotados, escolhia uma, a que lhe parecia a mais correta. A fita selecionada era então passada para o homem do "mapa" que ía lançando o números registrados num grande mapa quadriculado e númerado com o tanto de voltas da competição e aí então ía surgindo a ordem do carros do primeiro ao último lugar.
Este é o perfil do antigo passagista das corridas de automóvel do passado e eu tive a alegria de ser um dêles, imaginem só.
Mas antes de passagista fui também fiscal de pista e fiscal de boxes e usava as conhecidas bandeirinhas de sinalização.
Ó que tempo bom e que não volta mais.
Um marco na minha vida sem dúvida alguma.
                                Cesar Aded Paz"

Isto é história do automobilismo brasileiro que nunca foi contada.
Abaixo, um clip de Cesar Aded Paz, interpretando em sua gaita "harmônica" a música New York, New York. A direção e edição de imagens é de Carlos Terra.
Tenham um ótimo início de semana com a ótima interpretação de Cezinha para uma das músicas mais cultuadas de todos os tempos.


sexta-feira, 25 de maio de 2012

DO ALBUM DE BIRD CLEMENTE

As fotos abaixo são de "Copyright Rogério Candido Brandão" e foram captadas do facebook de Bird Clemente retratando várias categorias em que ele participou, desde no início com Godinis, berlineta Interlagos e vários protótipos, além de fotos da Copa Brasil de 1970 com presença até de uma lendária Ferrari 512.
Um ótimo final de semana para todos.
 
Bem lembrado pelo Belair, o primeiro da foto é o Pace, depois o Luisinho Pereira Bueno, Bird e Wilsinho Fittipaldi. O personagem do centro é o Nelson Brizzi, Chefe dos mecanicos da Willys que foi identificado pelo Paulo Scali a quem agradeço.
Avallone e Lola!!
Mais Avallone
A lendária Ferrari 512 que participou da Copa Brasil de 1970 vencida por Emerson Fittipaldi com uma Lola T 210


A famola Berlineta 21

Descobri que o piloto secreto deste Super 90 é o meu amigo Nelson "cucaracha"
A largada estilo Lemans. Que ano será esta prova?



quarta-feira, 23 de maio de 2012

VOLKYLAND - A COLEÇÃO DE VWs

Veja a incrível coleção de Fuscas e agregados de um colecionador do sul de Porto Rico, uma das maiores coleções Volkswagem do mundo e também faça uma viagem para o Flower Power, um tributo a Porsche e Vws. Tem até um Puminha e uma Brasília.