quarta-feira, 2 de maio de 2012

AYLTON VARANDA E "O TANTO FAZ"

Recebi as fotos abaixo do meu amigo Sidney Cardoso e do Augusto Varanda, filho do piloto Aylton Varandas, e que foi construído na oficina do Renato Peixoto, "Peixotinho" que era muito bom no trabalho com alumínio e um bom piloto.
Não existe muitas informações a respeito do carro, nem o Sidney nem o Augusto Varandas sabem maiores detalhes do carro que foi apelidado de "Tanto Faz" porque parecia que a frente era a traseira e a traseira era a frente. Só depois de olhar atentamente, é que a gente percebe onde é a frente e onde é a traseira.

Mas as fotos abaixo mostram como ele foi construído e algumas provas em que ele participou.



O protótipo “Tanto Faz” sendo construído na oficina de Renato Peixoto, “Peixotinho”. Foto José Augusto Varanda.


O carro foi construído com chapas de alumínio!!!




O esboço do projeto lá na parede por onde os construtores se basearam para o construir.



Visão frontal do Tanto faz - O “Tanto Faz” defronte a prefeitura de Petrópolis. Até que de frente ele não parece estranho. Foto José Augusto Varanda.



Aylton Varanda e Mário Olivetti com o protótipo FNM Força Livre. Esse carro acabou ficando com o nome de “Tanto Faz”, porque olhando para ele tanto faz a frente como a traseira. Foto cedida pelo piloto Nelson Cintra.



Olha o “Tanto Faz” em ação aí na corrida! Foto pega com Rubens Casses. Da esq. p direita. Carretera nº 21 (não sei quem é), DKW # 11 Luiz Antonio Greco  Juvenal Terra, “Tanto Faz” nº 5 Aylton Varanda  Mário Olivetti.



26-11-1961. Mil Milhas Brasileiras, Interlagos, SP. Turismo Força Livre. 3º lugar. Protótipo FNM Aylton Varanda  Mário Olivetti.



Aylton Varanda e Mário Olivetti com o “Tanto Faz”. Foto cedida pelo piloto Nelson Cintra.



Diante da prefeitura do Rio de Janeiro


E por falar em Aylton Varandas, este grande piloto, o Sidney Cardoso fez duas matérias mostrando tudo da carreira deste piloto e estão no "Nobres do Grid" nos links abaixo:

Parte 1
http://www.nobresdogrid.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=643:aylton-varanda-grande-piloto-grande-alma-grande-amigo-2o-parte-&catid=95:coluna-primeira-fila&Itemid=201
Parte 2
http://www.nobresdogrid.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=631:aylton-varanda-grande-piloto-grande-alma-grande-amigo-1o-parte-&catid=95:coluna-primeira-fila&Itemid=201

12 comentários:

  1. Lanternas traseiras do Chevrolet Bel Air 1958...

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  2. TANTO FAZ COMO TANTO FEZ...ERAM FEIOS!
    RODOLFO

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  3. Jovino, eu adoro estas construções caseiras para o automobilismo, legal o carro e a história desta bela postagem!!!

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  4. O grande barato desta época era justamente isto: eram as construções caseiras, quando os mecânicos, pilotos construíam os seus carros em pequenas oficinas e até em fundos de quintal. O verdadeiro automobilismo feito com muita dedicação e amor.
    Jovino

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  5. Caro Jovino
    Que bom que você descobriu que o "Tanto Faz" foi feito de alumínio.Matou minha curiosidade.

    Eu tinha essa desconfiança, devido o Renato Peixoto, "Peixotinho", ter sido quem o remodelou. O Renato, além de piloto era conhecido por ser muito bom em alumínio.

    Acontece que não acompanhei a feitura desse carro e o José Augusto Varanda era muito menino nessa época. Portanto não tinha certeza.

    Sempre que escrevo algum artigo a primeira peneira que passo nele é a da VERDADE. Ou seja, se eu não tiver certeza não afirmo, deixo para ver se alguém tem aquele conhecimento sobre aquele assunto e tendo depois acrescento.

    Agora que você matou a charada, vou solicitar ao Flávio Pinheiro, editor chefe do Nobres do Grid, para acrescentar lá.

    Desde já, receba meus sincero agradecimento por sua tão valiosa colaboração.
    Abraço.

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  6. David Varchavsky5 de maio de 2012 14:15

    Olá, Jovino. Mais uma grande história que você resgata. Se ganhou corridas ou não, "Tanto Faz". Mas que era feio prá chuchu, isso ninguém pode negar. Grande abraço.
    David Varchavsky

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  7. Bons tempos dos protótipos caseiros.
    Infelizmente a capacidade de improvisação e a criatividade dos mecas e pilotos, foi castrada pela modernidade e elitização do automobilismo. Lamentavel.
    Romeu

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  8. Gostei do esboço do projeto.O carro não se sabe se esta indo ou vindo.
    Ótimo post!

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  9. A pergunta de sempre,cade o carro hoje em dia? Sera que esse é mais um foi foi sucateado? É impressionante o que tem na Europa guardado,vão dizer que é porque tinha muito carro,que seja,mas é a guerra,não destruiu boa parte? Preservação com certeza não é o forte do povo brasileiro,carros,predios,artes em geral,enfim produzimos pouco e guardamos muito menos.

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  10. Anônimo, no Brasil só acordaram para a preservação da história do nosso automobilismo muito tarde. Eu mesmo vivi muito o automobilismo brasiliense do final da década de 60 e início de 70. Os carros quando não serviam mais para corridas, ele era abandonado ou transformados em outros carros e acabavam no esquecimento. Pouquíssimos carros desta época existem no Brasil, muitos deles, réplicas. Em Brasília tem alguns que ainda são preservados, como o Patinho Feio do Alex, o Furia FNM que foi pilotado pelo Jaime Silva (um deles), o Mark I e alguns outros. Jovino

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Muito bom, Jovino! Infelizmente não temos vários desses carros pra vermos de perto hoje, mas seu blog faz um grande serviço mostrando essas materias... valeu

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