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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

SERGIO E SIDNEY CARDOSO

A época do automobilismo brasileiro que eu mais gostava era das corridas de rua que eram realizadas em diversas pistas improvisadas pelo Brasil afora.

Aqui em Brasília tínhamos vários circuitos desde o início dos anos 60 até a última prova realizada em 1970.

Os que eu mais gostava, pois comecei a assistir corridas por volta de 1968, eram os circuitos dos "Mil quilômetros de Brasília e o das 200 milhas", ambos que passavam pela rodoviária, mas com traçados um pouco diferentes e com um grande público. Aliás, era o maior evento que reunia o maior público aqui em Brasília.

O meu amigo Sidney Cardoso me mandou as fotos abaixo que mostram um pouco das corridas em que ele e o seu irmão Sergio Cardoso participaram, naquela época,  no autódromo do Rio de Janeiro no final dos anos 60.

Mais abaixo um recorte de jornal com matéria sobre o Torneio Bua de Formula Ford vencido por Emerson Fittipaldi e as várias categorias que existiam naquela época e um grande público de mais de 50 mil pessoas.

Velhos e bons tempos. Isto sim era automobilismo de verdade feito por pessoas que amavam este esporte.

Um ótimo final de semana para todos.

Largada com Sergio Cardoso pilotando Simca Emisul no Rio e Janeiro

Sergio Cardoso atravessando curva do S  com Alfa Giulia que venceu o Campeonato

Amauri Mesquita  com Mini-Cooper e Sidney Cardoso de Lorena-Porsche



Sidney Cardoso sobre-esterçando com o Lorena-Porsche

Lorena-Porsche GT sendo reabastecido

Estreia Ford GT 40. No Podium,  Scorzelli Sidney e Amauri Mesquita

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O NOVO AUTÓDROMO DO RIO EM DEODORO - SERÁ SE SAI?

Recebo do meu amigo Fernandinho Lapagesse o desenho do projeto do novo autódromo do Rio de Janeiro, em Deodoro.
Segundo a matéria do jornalista Luiz Ernesto Magalhães do jornal "O Globo" o autódromo sai do papel em 2012.
Aqui a íntegra da matéria:

"Nós concebemos um traçado em forma de oito justamente por questões ambientais. Com essa limitação, fizemos um traçado que remete a trechos de outras pistas, como a Curva da Ferradura em Interlagos (São Paulo). E, assim como em Suzuka (Japão), haverá uma passagem de nível na pista” — explicou o secretário nacional de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser.
Obras deverão ser concluídas no ano que vem
O terreno mede 2,1 milhões de metros quadrados, mas apenas 22% da área — em sua maioria trechos já desmatados — serão usados para construir o complexo. No projeto estão previstas também pistas para treinamento, um kartódromo e escritórios. A previsão do ministério é que as obras sejam iniciadas e concluídas no ano que vem.
A construção do complexo deve mobilizar até dois mil operários. O orçamento das obras, que serão feitas com recursos da União, ainda está sendo detalhado. A pista de Deodoro substituirá o Autódromo Nelson Piquet, que será desativado para dar lugar ao Parque Olímpico, complexo esportivo a ser erguido para as Olimpíadas de 2016. Por força de um acordo judicial, fechado na época dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e que permitiu o uso de parte do Autódromo Nelson Piquet no evento, as obras do Parque Olímpico só podem começar após a confirmação da data de abertura de Deodoro.

A capacidade de público deverá chegar a 30 mil lugares fixos. Mas existe espaço para receber até 70 mil pessoas, com a montagem de arquibancadas provisórias, caso a cidade volte a receber a F-1.
“A gente quer conciliar o calendário das próximas temporadas com as obras, para evitar que o Rio fique sem um autódromo em funcionamento. O cronograma ainda será discutido com o Ministério do Esporte” — disse o presidente da Federação Estadual de Automobilismo, Djalma Neves.
O projeto para Deodoro é bastante diferente de uma sugestão apresentada em 2010 pela federação, que previa a ocupação maior da área e causaria desmatamento. Djalma elogiou o projeto porque, assim como o traçado original do Autódromo Nelson Piquet, há trechos de alta velocidade que se alternam com pontos nos quais o piloto terá que reduzir.
O GLOBO teve acesso ao traçado ao consultar o processo do Ministério do Esporte para licenciamento ambiental da pista. Um trecho do documento mostra preocupação com a segurança do local escolhido para o autódromo.
O terreno, que hoje é ocupado por instalações do Exército, é cercado por 12 favelas onde ainda existe influência do tráfico. Segundo o documento, a Estrada do Camboatá, localizada na parte leste do futuro complexo esportivo, é “por vezes atravessada pelos chamados bondes do crime organizado”, que disparam contra as instalações.
“Recomenda-se que prefeitura e estado negociem fórmulas para dotar as obras de policiamento externo”, sugere um outro trecho do estudo.
Estudo alerta para risco de invasões do terreno
O estudo aponta a necessidade de remover construções irregulares junto ao muro do futuro autódromo, devido ao risco de invasões. E sugere ainda a urbanização da Favela do Muquiço. O relatório propõe também a construção de um acesso viário ao bairro, ficando a Estrada do Camboatá como uma via exclusiva para chegar ao autódromo.
Na sexta-feira, o ministério, através de sua assessoria de imprensa, afirmou que o relatório reflete uma situação atual e que o objetivo do autódromo de Deodoro é ajudar na revitalização econômica e social de uma área carente da cidade.
O autódromo será vizinho a outra instalação olímpica, ainda a ser construída: o X-Parque, área reservada para a prática de esportes radicais. O local vai receber, em 2016, as competições de canoagem e caiaque em corredeiras artificiais.
No mesmo tom de otimismo, Djalma Neves diz que a situação atual da área não o preocupa.
“O novo autódromo vai gerar empregos e trará melhorias para a região” — disse.
Esta semana, a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) dispensou a apresentação de estudos de impacto ambiental, porque o terreno fica numa região já urbanizada".