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| Wagner Rossi nos bastidores da Stock de 79 em Brasília |
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| O Opalão nº 4 do Wagner Rossi |
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| Concerto "Cabeças" na 307 sul nos idos dos anos 80. Brasília tinha uma atividade cultural muito forte onde haviam shows musicais e teatrais. O Tonico é o sem camisa ao meu lado |
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| O meu Simca Tufão 65 que, depois de selecionarmos os discos preferidos, os gravávamos em fita K7 e as ouvíamos no TKR auto reverse com cara cromada |
O Rack com o Gradiente Máscara Negra com os potentes 180 wats para a época que guardo até hoje juntamente com uns vinis daquela época e que funciona perfeitamente. |
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| O vinil é esta aí: "A página do Relâmpago Elétrico" |
| Tonico e sua Intruder 1400 a uns 7 anos atrás e sua filha e minha afilhada Jackeline |
Viana e o Dodge que sofreu acidente sendo todo destruído pilotado pelo Toller Junior
Dei uma volta de reconhecimento e fiquei um pouco assustado com o que vi. A administração do autódromo havia retirado algumas lâminas do Guard-Rail para serem trocadas exatamente na curva 1, ou curva da vitória, e ficou aquele espaço enorme que dava para entrar uns 4 Dodges e uma lâmina superior ficou apontada para a gente.
Confesso que fiquei apreensivo e imaginando que se alguém desse uma escorregada ali e batesse na lâmina, as consequências poderiam serem terríveis.
Voltei para os boxes, parei o carro e falei para o pessoal, mas ninguém deu a mínima.
O Viana estava todo radiante, pois teria comprado um carburador “canhão” do OswaldoToller Junior, que era o bicho papão da categoria Hot Dodge e o estava esperando chegar. Passou alguns minutos e o Junior apareceu com o carburador e 2 mecânicos e o instalaram no Dodge do Viana.
Como estava todo mundo fissurado para andar, o próprio Junior pediu para testar o carro e saiu para a primeira volta e logo retornou ao boxe.
Pediu para fazer mais alguns ajustes e saiu a toda acelerando forte e vinha descendo o mergulho em direção a bruxa, saiu com força e motor cheio na reta oposta reduziu e contornou o cotovelo em direção a curva do placar, jogou uma terceira e saiu com a traseira dando uma leve escorregada controlada, subiu o giro e mandou uma quarta e foi em direção a curva da vitória, jogou novamente uma 3 e deu uma quebrada de leve, acelerou forte e ouviu-se um estrondo muito forte de onde nós estávamos.
A curva 1, ou curva da vitória onde o Toller Junior bateu o Dodge do Viana depois de um pneu estourado.
Um pneu acabara de estourar ali naquela curva, onde eu temia por algum acidente e ele entrou exatamente onde estava a lâmina do guard-rail exposta. Deu uma porrada muito forte que chegou a tremer o guard rail em frente a arquibancada coberta e uma poeira enorme encobriu o carro. Todos nós saímos correndo em direção àquela curva para socorrer o Junior que ficava a uns 200 metros dos boxes. Chegamos lá exauridos de cansaço, quando nos deparamos com uma cena horrível: o carro estava com a frente toda destruída e a tal da lâmina estava toda dentro do carro encostada no pescoço do Junior.
Como estávamos tendo dificuldades para abrir a porta, entramos pela janela mesmo. O Junior estava desmaiado e eu temi pela vida dele. Conseguimos soltar os cintos, o retiramos e o colocamos deitado na grama.
Não havia médico, nem bombeiro, nem socorro algum e o desespero começou a tomar conta de todos, mas ele começou a recuperar a consciência e aparentemente estava bem até se levantar ainda meio zonzo e nós vimos que ele estava realmente bem.
A sua sorte foi que o Viana, como a maioria dos pilotos da categoria daquela época, usavam os próprios bancos dos carros e ele cedeu para trás e quebrou inclinando com a pancada, tornando-se uma espécie de cama e a lâmina não o pegou no meio do peito por um milagre.
Depois que o socorremos, fomos ver os estragos do carro. A frente, principalmente, o lado do piloto, estava toda destruída e descobrimos a causa do acidente. Pasmem, o pneu que o Viana usava no carro era recauchutado e estava bem ressecado e frisado, comprado em um borracheiro de um posto qualquer da asa norte.
Graças a Deus, o Junior só teve escoriações e luxações pelo corpo e depois deu de presente para o Viana uma carcaça de um Dodge 4 portas como forma de ressarcir os prejuízos causados no seu carro, pois ele já tinha comprado um opala tinindo de novo para correr na Turismo Força Livre, naquele ano, e desgraçadamente, no treino de sua primeira corrida da TFL, ele escapou na mesma curva, bateu, capotou e destruiu todo o carro.
Abaixo, a reconstrução do acidente de Roberto Kubica
(Fotos, Carlos Marques e Viana, Video, You Tube)