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domingo, 2 de dezembro de 2012

ENTREVISTA COM CHIQUINHO LAMEIRÃO E RICARDO ACHCAR

 
O programa SOB NOVA DIREÇÃO, entrevistou os lendários pilotos CHIQUINHO LAMEIRÃO e RICARDO ACHCAR, ao vivo.
Também no estúdio o Professor Ricardo Bock, Coordenador do curso de Engenharia Automobilística da FEI e Rui Amaral Jr, grande bota da D3.
Eles falam das grandes vitórias, os carros que fizeram história e as incríveis histórias de quem viveu os tempos de ouro nas pistas brasileiras e internacionais.
Falam sobre as categorias de base que não existem mais, que, segundo o Chiquinho Lameirão, teríamos que ter no mínimo duas categorias de monopostos: a Junior com até 1000cc com pneus radiais durante dois anos. Esta categoria, segundo ele, ensinaria os pilotos a andarem no vácuo por causa da baixa cilindrada e baixa potência e uma 1600 onde eles aprenderiam a andar num carro mais potente e a trabalhar com o acelerador. As provas seriam de categorias regionais e no final do ano uma corrida de nível nacional para se conhecer o campeão das referidas categorias o que proporcionaria baixo custo para as equipes.
Isto teria acontecido com a Copa Corsa 1.4, se não me falha a memória, nos anos 90, quando se criou a categoria patrocinada pela GM em diversas regiões brasileiras, mas acabou por não dar certo por conta dos diversos regulamentos que foram criados por cada região e a CBA não teve força para impor apenas um regulamento e, consequentemente, como disse o Chiquinho, uma prova no final do ano para se conhecer o campeão da categoria.
Interessante esta visão, porque, com categorias regionais, os custos realmente diminuiriam por conta das enormes viagens que as equipes não teriam que fazer neste país continental para disputarem um campeonato nacional.
Segundo o Chiquinho Lameirão, as monomarcas são um câncer no automobilismo brasileiro, somente um preparador e somente um construtor, deixando parados diversos profissionais que ficam de fora deste tipo de mercado de trabalho.
Segundo ainda os entrevistados, a Super V tinha Ns preparadores e havia uma briga entre os construtores, o que era muito saudável, e a monomarca, somente um box com os mesmos carros e com pinturas diferentes.
Falam da CBA, da politicagem no automobilismo brasileiro, da Rede Globo, dos contratos com as emissoras, de pilotos, que, segundo Achcar, a Formula 1 da época, usou muito a imagem dos pilotos Emerson Fittipaldi, teria usado também a imagem de José Carlos Pace se não tivesse morrido, Nelson Piquet e o Senna até a sua morte.
Isto, pelo o que entendi, fez com que se construísse uma mídia fantástica em cima da formula 1 aqui no Brasil, obra do genial Bernie Ecclestone que sacou isto para um pais com a enorme população que tinha já naquele época.
Mas não houve uma mídia também nas categorias de base do automobilismo brasileiro para se construir novos ídolos como acontece, por exemplo, no futebol, quando os moleques são preparados desde pequenos, embora, penso eu, a molecada começa a jogar em qualquer terreiro baldio e no automobilismo, o buraco é bem mais embaixo, por causa dos custos que são muito grandes.
Enfim, uma entrevista bastante interessante com aqueles que fizeram parte do automobilismo brasileiro e que conhecem muito dele.
Vale a pena ver todo o vídeo.