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terça-feira, 10 de agosto de 2010

CORRIDAS NO MINEIRÃO

O circuito improvisado do Estádio do Mineirão foi palco de grandes disputas automobilísticas desde 1969 onde as principais equipes brasileiras participavam e tinham grande presença das equipes mineiras, a Carbel, revendedora VW, comparecia com seu famoso Puma-VW nº 38 (depois um AC-VW que pertencera a Eugênio Martins) sempre pilotado por Marcelo Campos, até o falecimento deste piloto na véspera dos 500 Km de BH de 1970.


Marcelo Campos e seu Puma Carbel nº 38


Seria o AC VW de Eugênio Martins?

Outra grande força era o Opala da revenda GM Motorauto pilotado por Toninho da Matta que não apresentou-se bem na sua estréia.

A terceira força era a revenda Ford Cisa, que andava de Corcel-Bino com carroceria bastante aliviada e motor 1400 cc e uns 100 hp aproximados. Seu piloto mais fiel era o jornalista Bóris Feldman, além de Emerson Fittipaldi que participou de algumas provas.

Corcel Cisa, o AC VW e o Opala Motorauto do Toninho da Matta


Corcel Cisa e Emerson Fittipaldi


Opala da Motorauto pilotado por Toninho da Mata e o fusca do estreante Paulo Gomes


Wilsinho Fitttipaldi e seu Fitti-Fusca bimotor, com De Lamare e Ricardo Divilla, ao fundo

Simca Rallye do Edu Malavéia...

No video abaixo, vejam a performance do famoso Puma nº 39 de Marcelo Campos, patrocinado pela Carbel, o Corcel Bino #47 de Bóris Feldman, o Simca Rallye branco nº 96 de Edu Malavéia com a porta aberta e as rabeadas do protótipo VW nº 82 de Luis Carlos Pinto da Fonseca, o Kid Cabeleira.

Nesta prova estreou o Opala nº 21 da Motorauto com Toninho da Matta ao volante, ainda na versão carroceria de chapa. Depois desta corrida é que veio a versão com portas, capô e tampa do porta-malas em fibra de vidro.






(Fotos, reprodução, video Youtube, pesquisa Blog do Mestre Joca)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

O FIM DAS CORRIDAS DE RUA NO BRASIL/AUTÓDROMO DO PELEZÃO

Em 1970 houve a última prova disputada nas ruas de Brasília com a realização do tumultuado mil quilômetros de Brasília debaixo de muita chuva com vitória da dupla Mineira Toninho da Mata e Clovis da Gama Ferreira a bordo de um Puma VW.

A prova começou com um atraso de mais de 3 horas e só foram cumpridos pouco mais de 800 quilômetros e depois da prova e de ter sido dado o troféu de vencedores aos pilotos mineiros, a organização da prova refez as contas da cronometragem e deram a vitória aos pilotos Marivaldo Fernandes e Emilio Zambello pilotos da Alfa GTA da equipe Jolly. Os mineiros ficaram com a taça de vencedores e os paulistas somaram os pontos para o campeonato.

O final das corridas de rua no Brasil também tiveram, como influência, a tragédia nas ruas de Petrópolis onde morreram dois pilotos, o Sergio Cardoso e o Cacaio, além de uma outra vítima que estava assistindo a prova.

Com a proibição das corridas de rua, os pilotos brasilienses passaram a usar o autódromo improvisado no estacionamento do Estádio Pelezão onde foram realizadas várias provas até a inauguração em 1974 do autódromo Internacional Nelson Piquet.

Neste autódromo, foram disputadas várias corridas, uma delas, o poderoso porsche 910 da equipe Hollywood, pilotado pela dupla Alex Dias Ribeiro e Anisio Campos, tiveram uma derrota inesperada imposta pela dupla brasiliense Luis Barata e Luis Estêvão. pilotando um Royale RP6 Chevrolet.

Porsche 910 da dupla Alex Dias Ribeiro e Anisio Campos
O interessante, é que, a referida prova, não consta em nenhuma revista especializada da época, isto, segundo um importante jornalista paulista que pesquisou sobre o assunto e colocou em seu blog todas as participações dos porsches 908/910 da equipe Hollywood, menos esta.
Então, mandei-lhe algumas fotos, que estão abaixo, comprovando a participação da equipe Wollywood e seus porsches e aí ele retirou o post do ar.

Royale RP6 Chevrolet da dupla Luiz Barata e Luiz Estêvão


(Fotos arquivo pessoal)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

OS FUSCAS DE BRASILIA...

Embora oficialmente no Brasil desde 1952, quando aqui montava unidades CKD, a Volkswagen nunca foi muito pródiga em participar de corridas. Apesar de alguns registros no início da década de 50 de alguns VW correndo no Rio de Janeiro, seu pequeno motor de 1.100 cc e 36 Hp não permitia muitos vôos. Somente no Rio Grande do Sul por volta de 1956 é que o piloto gaúcho Haroldo Dreux começou a ganhar algumas provas com um VW enxertado com motor Porsche de 1500 cc.

A primeira grande participação em termos nacionais de um fusca em corridas foi mesmo nas Mil Milhas Brasileiras de 1956 quando um sedan bastante modificado e equipado com elementos do motor Porsche 1500 RS liderou a prova por muito tempo, só perdendo a liderança devido à quebra do cabo de acelerador. Na mesma ocasião, Haroldo Dreux em dupla com Aldo Costa conduziram outro Fusca Porsche ao sétimo lugar.

Depois disso, são eventuais as participações do simpático besouro, até o advento de outro Fusca-Porsche, desta vez o da Dacon pilotado por José Carlos Pace e que andou infernizando a vida dos outros concorrentes no final de temporada de 1965. Dois anos depois, 1967, Emerson Fittipaldi vence uma prova só para VW em Interlagos e nas Mil Milhas deste ano um Fusca bem preparado pela Dacon consegue um sexto lugar com a dupla Fritz Jordan/Nathaniel Townsend. Eventualmente, no Rio de Janeiro alguns Fuscas 1200 cc equipados com o kit Okrasa começam também a dar trabalho aos carros maiores.

Mas nos 1.000 Quilômetros de Brasilia de 1968, dois fuscas bem preparados chamam a atenção: o #64 de Ênio Garcia e Toninho Martins e o #12 de Carlos Alberto Brás/Tito Passarinho, que durante a madrugada apresentaram um desempenho incomum aos carrinhos da marca. Ênio/Toninho acabaram abandonando mas o carro de Brás/Passarinho chegou em sexto lugar, atrás de duas Alfas GTA, o Fitti-Porsche, o Bino Mark II e um FNM/JK.

O fusca Auto Modelo de Karl Von Negri/Dirceu Bernardon

Os brasilienses continuam a surpreender nas 500 Milhas da Guanabara quando cravam o segundo lugar (Ênio Garcia/Toninho Martins), o terceiro (Karl Von Negri/Dirceu Bernardon) e o quarto com o Protótipo Camber de Alex Dias Ribeiro/João Luiz da Fonseca.

O fusca Disbrave de Carlos Alberto Brás/André Gustavo

Não que andar de fuscas bem preparados fosse uma primazia do pessoal de Brasilia. Vários corredores de São Paulo, Rio, Minas, Bahia, Paraná, Pernambuco e Rio Grande do Sul também já o faziam, mas o desempenho dos fuscas candangos era realmente algo notável. O espanto continua nos 500 Km de Salvador onde Ênio Garcia/Toninho Martins chegam em terceiro, seguidos de Inácio Correia Leite/Jacques Lima com outro Fusca brasiliense.

Os bons resultados culminam - apenas para citar as provas de caráter nacional - nos disputados 1000 Km da Guanabara onde Inácio Leite/Luis Cláudio Nasser fazem quarto lugar e Ênio Garcia/Toninho Martins ocupam o quinto posto, atrás do Fusca-Fittipaldi de Nathaniel Townsend/Marivaldo Fernandes.

O mais bem sucedido: fusca Cascão/Brasal de Ênio/Toninho Martins.

É claro que outros fuscas correram também com grandes resultados, entre eles o dos irmãos Fittipaldi que venceram as 12 Horas de Porto Alegre, mas no cômputo geral daquela temporada nenhum outro fusca foi mais eficiente nas pistas do que os besouros de Brasília.

Afinal de contas, qual era a receita dos candangos, alguém sabe?

(fotos reprodução AE/Claudio Cruz/ material postado originalmente no Mestre Joca)

domingo, 2 de maio de 2010

MIL KM DE BRASILIA DE 1968...

Um material muito legal sobre os Mil Km de Brasilia de 1968 foi postado pelo meu amigo Mestre Joca algum tempo atrás. Com sua autorização, replico aqui o post, escrito por ele na primeira pessoa. Espero que gostem:

"Assim como paulistas, cariocas e gaúchos tinham as Mil Milhas Brasileiras em Interlagos, nós, humildes mortais do Planalto Central, tínhamos os Mil Quilômetros de Brasilia - ou suas anteriores versões intituladas de 12 Horas - como o momento máximo do automobilismo local. Era a oportunidade de vermos os volantes (como se dizia na época) locais e seus carros em confronto direto com o que de melhor havia no Brasil da época.

A edição de 1968 - minha segunda corrida "oficial" - se revestiu de uma especial importância pela estréia ou apresentação de alguns carros que marcariam nossa história: a estréia e primeira vitória do Bino Mark II com Luis Pereira Bueno e José Carlos Pace, a apresentação da nova versão fechada do Fitti-Porsche (vejam numa brevíssima passagem aos 31 segundos !), as BMW 2002 TI no Brasil, a brilhante participação do Fusca Cascão/Brasal de Carlão/Tito Passarinho (6o. lugar) que começaria a mudar a história dos VW nas corridas brasileiras, o Alfazoni, os patinhos feios Camber e Achcar, além da habitual legião de Alfas JK, DKW, Gordini e Berlinetas Interlagos.



Daí vem o Dú Cardim e numa especial cortesia do Blog do Luizinho me presenteia com um vídeo inédito sobre esta corrida tão especial. Aqui pode-se ver parte daquele belo e monumental circuito de rua, incluindo principalmente a reta da Esplanada dos Ministérios, o famoso Curvão - ou Bacião da Rodoviária -, as bandeiradas hilárias das diversas "autoridades" que praticamente se revezavam carro a carro, a famosa "curva dos noventa" embaixo da Rodoviária seguido do Paredão onde estampou-se o estranho Caçador de Estrelas II do Bica Votnamis/Roberto Gomez.

Finalizando, a célebre invasão de pista no final junto ao pódio e, em breves aparições atrás de Greco e seus pupilos, a figura do Sr. Ramon Von Buggenhout que já foi assunto de post no
Blog do Mestre Joca, encimada por sua inconfundível boina basca.

Outros e gloriosos tempos que tive a felicidade de presenciar no verdor de meus quinze anos. Assim como o Jovino, o Edmundo Gonzaga, e o Nasser que naquele tempo já pilotava.

Obrigado, Dú. Fui às lágrimas...

(vídeo cortesia Dú Cardim/Blog do Luizinho)