Estamos em Brasília, no meio da década de 60.
Brasília ainda era uma cidade tranquila começando a engatilhar e o automobilismo já era forte na cidade.
Os diversos circuitos das corridas de ruas de Brasília sempre fascinava os expectadores, pois tínhamos o contato quase que direto com os carros que passavam ao lado da gente naqueles corredores humanos que se formavam para assistirmos as provas. Mas tinha uma curva, em especial, que eu sempre ficava, a curva do “S” do Hotel Nacional, palco do melhor Festival do Cinema Brasileiro na época.
Ali, era coisa de doido, pois quando eles contornavam a tesourinha lá na entrada do início da asa norte em frente onde hoje é o Conjunto Nacional e pegava a via em direção ao Hotel Nacional passando por uma ponte com o Setor de Diversões Sul do lado esquerdo.
No meio de postes, árvores, meios fios e tudo que aparecia pela frente, os pilotos desciam de pé embaixo, faziam o “S” e contornavam a mini tesourinha e desciam em direção ao Buraco do Tatu.
Geralmente, este circuito era usado para as 200 milhas de Brasília.
Acordava bem cedo e no meio daquele frio e um ventinho leve e suave ficávamos posicionados no meio do pelotão de gente tentando achar um local melhor para podermos acompanhar as provas que eram realizadas neste circuito.
Criava-se uma expectativa muito grande, pois a qualquer momento, a largada poderia ser dada e não tínhamos, como hoje, nehum telão e nenhuma informação a respeito de quando haveria a bandeirada para o início da prova.
Aos poucos, começávamos ouvindo o roncar das máquinas bem distantes e eles iam aumentando, anunciando que a largada havia sido dada. O som dos Gordinis, Fuscas, Alfas, Simcas, DKWs, protótipos, se misturavam e apontavam lá longe, e, simultaneamente, como que robotizados, os nossos olhos eram direcionados automaticamente para os carros e numa alucinação momentânea, nos transportávamos para dentro deles, como que se estivéssemos pilotando-os, até que voltávamos à realidade e os víamos descendo e contornando a curva do S.
Estas eram as provas que fascinavam o público em Brasília que lotavam as vias brasilienses naquilo que era o maior evento esportivo da nossa cidade.
Como cheguei em Brasília em 1966 e acredito que só comecei a assistir corridas lá por volta de 67 ou 68, peço ajuda aos amigos blogueiros brasilienses que chegaram antes e que possam ilustrar melhor os retratos.
Aliás, os retratos me foram encaminhados pelo meu amigo Fernandinho Lapagesse.
Obs. importante: houve algum problema com o Blogger e ele ficou dois dias fora do ar e apagou os comentários deste post. Portanto, peço desculpas para quem fez os comentários.
(clique nas fotos para aumentar)
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| Botinho e Januzi no S do Hotel Nacional |
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| Bandeirada de chegada do Eixão Norte |
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| Curva de acesso do Eixão Sul, defronte ao Setor Bancário Sul |
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| Curva do S do Hotel Nacional |
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| Monomarca ou supremacia dos Renaults. No eixinho Norte, próximo ao HRAN |
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| Flávio Palma Lima e Botinho |
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| O fusca do Botinho |